O Museu Nacional, localizado no Rio de Janeiro e devastado por um incêndio há seis anos, está enfrentando desafios financeiros significativos em sua jornada de reconstrução. O diretor da instituição, Alexander Kellner, fez um apelo público para obter mais doações, destacando que a reconstrução está em andamento, mas que são necessários recursos adicionais para cumprir o prazo previsto de reabertura total do palácio histórico em abril de 2026.
Kellner informou que o museu precisa arrecadar R$ 50 milhões até novembro e mais R$ 45 milhões até fevereiro de 2025. Caso não seja possível reunir esses valores, a conclusão da obra e a reabertura do museu poderão ser comprometidas. O orçamento total estimado para a reconstrução, incluindo fundos já arrecadados, é de R$ 491,7 milhões. O financiamento tem vindo de fontes públicas e privadas, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Congresso Nacional, Bradesco e Vale.
Apesar do apoio significativo do MEC, que recentemente alocou R$ 14 milhões para a obra, Kellner sublinhou a importância da participação da sociedade para garantir a conclusão dos trabalhos. O diretor ressaltou que a arrecadação é crucial para o avanço das obras, especialmente considerando o “trabalho árduo” necessário para a recuperação do museu, incluindo a criação de novos roteiros e circuitos expositivos.
O Museu Nacional, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem promovido o Festival Museu Nacional Vive anualmente para engajar a comunidade e arrecadar fundos. O evento mais recente ocorreu em 1º de setembro, com diversas atividades gratuitas na Quinta da Boa Vista. Além disso, a instituição inaugurou um novo espaço para receber alunos, enquanto as obras continuam.
O incêndio de setembro de 2018 destruiu cerca de 80% do acervo do museu, que incluía aproximadamente 20 milhões de itens. A causa do incêndio foi atribuída a um aparelho de ar-condicionado, de acordo com a Polícia Federal. Desde então, foram realizadas obras emergenciais e a reconstrução foi iniciada com foco nas fachadas e telhados, com planos para começar a trabalhar no interior do edifício no segundo semestre de 2024.
A gerente executiva do Projeto Museu Nacional Vive, Lucia Basto, afirmou que metade do prédio já foi recuperada e que a instalação da claraboia no pátio da escadaria está em andamento. A claraboia é uma das inovações aprovadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para o projeto de restauro.
Além do apelo por doações financeiras, o Museu Nacional também está solicitando contribuições de itens do acervo. Até o momento, foram arrecadados 1.815 itens dos 10.000 necessários para as futuras exposições. O projeto “Resgate o Gigante” visa arrecadar R$ 300 mil para a pré-produção e exposição do Maxakalisaurus topai, o dinossauro montado no Brasil antes do incêndio. O museu se compromete a adicionar R$ 200 mil adicionais para completar a montagem e pintura do esqueleto do dinossauro.
*Com informações da Agência Brasil.
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