Ataques aéreos israelenses atingem Beirute e deixam 11 mortos

Soldados israelenses atingiram um posto da ONU no Líbano, ferindo dois capacetes azuis, em meio ao aumento da tensão entre Israel e o Hezbollah.
Soldados israelenses atingiram um posto da ONU no Líbano, ferindo dois capacetes azuis, em meio ao aumento da tensão entre Israel e o Hezbollah.

Na noite de quinta-feira (10/10/2024), o Exército israelense realizou dois ataques aéreos contra a capital do Líbano, Beirute, resultando na morte de pelo menos 11 pessoas e ferindo outras 48, de acordo com informações do Ministério da Saúde libanês. Os ataques atingiram os bairros residenciais densamente povoados de Ras al-Nabeh e Noueiri, conforme reportado pela agência de notícias oficial do Líbano, ANI. A ação faz parte da ofensiva militar de Israel contra o Hezbollah, que começou em 23 de setembro.

Este é o terceiro ataque direto à capital libanesa desde o início da operação israelense, que tem concentrado suas forças nos subúrbios ao sul de Beirute, onde o Hezbollah possui uma forte presença. Imagens transmitidas pela AFPTV mostraram colunas de fumaça subindo de diferentes pontos da cidade após os bombardeios.

Enquanto os ataques em Beirute ocorriam, a Faixa de Gaza também foi alvo de operações intensificadas. O Crescente Vermelho Palestino relatou que 28 pessoas morreram e 54 ficaram feridas em um ataque à escola Rafidah, localizada em Deir el-Balah, onde famílias deslocadas estavam abrigadas. O Exército israelense afirmou que o ataque aéreo teve como alvo terroristas que operavam em prédios anteriormente utilizados como escolas.

No Líbano, as tropas da Força Interina das Nações Unidas (Unifil) também foram atingidas durante os confrontos. A ONU denunciou disparos repetidos do Exército israelense contra suas posições, que resultaram no ferimento de dois soldados da paz na quinta-feira. Países que contribuem com tropas para a Unifil, como Itália, França, Espanha e Irlanda, expressaram descontentamento com os incidentes. A Itália, que mantém 900 soldados no Líbano, mencionou a possibilidade de crimes de guerra. Os Estados Unidos, por sua vez, manifestaram grande preocupação com os relatos de ataques contra as forças da ONU.

O Exército israelense reconheceu ter disparado nas proximidades do quartel-general da Unifil e informou que havia solicitado aos soldados da ONU que permanecessem em áreas protegidas durante a operação.

Disparos israelenses atingem forças da ONU e ferem dois capacetes azuis no Líbano

Nesta sexta-feira (11), forças israelenses dispararam contra um posto de observação da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul), localizado em Naqura, no sul do país, ferindo dois capacetes azuis. A ação ocorreu um dia após confrontos entre as tropas israelenses e a missão da ONU. A ONU denunciou que os disparos foram repetidos, atingindo suas posições durante a escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah, que se intensificou em setembro deste ano.

De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, os recentes ataques aéreos israelenses sobre a capital Beirute deixaram 22 mortos e 117 feridos. Os ataques atingiram os bairros densamente povoados de Ras al-Nabeh e Noueiri, causando grandes danos e gerando colunas de fumaça visíveis de várias partes da cidade. Fontes de segurança informaram que um dos alvos era um integrante do Hezbollah. Este foi o terceiro ataque israelense à capital libanesa desde o início da ofensiva militar contra o grupo pró-Irã em setembro.

Enquanto isso, na Faixa de Gaza, a intensificação dos bombardeios por parte de Israel resultou em 28 mortes em um ataque aéreo contra uma escola que abrigava famílias deslocadas. As forças israelenses afirmaram que o ataque tinha como alvo terroristas que operavam em prédios anteriormente usados como escolas. Desde o início da ofensiva em Gaza, milhares de pessoas foram mortas e civis continuam a ser afetados pelos confrontos em diversas regiões.

A Finul, que conta com 10.000 soldados no sul do Líbano, tem pedido o fim das hostilidades, mas as operações militares têm se intensificado. Países como Itália, França, Espanha e Irlanda, que contribuem com tropas para a missão da ONU, expressaram preocupação com os ataques israelenses e pediram investigações. Israel, por sua vez, afirmou que os disparos próximos ao quartel-general da Finul foram feitos após alertas para que os soldados da ONU permanecessem em áreas protegidas.

A situação no Líbano e em Gaza continua tensa, com Israel conduzindo operações militares intensivas e enfrentando grupos como o Hezbollah e o Hamas. O conflito, que já dura mais de um ano, deixou um rastro de mortes e deslocamentos em ambas as regiões, com a comunidade internacional cada vez mais preocupada com o aumento das vítimas civis.

*Com informações da RFI.


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