Em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, pediu aos Estados Unidos a retirada do embargo econômico imposto a Cuba. A solicitação do ministro ocorre em um contexto de grave crise energética enfrentada pela ilha, agravada pela passagem do furacão Oscar, que resultou na morte de seis pessoas, além de provocar apagões em todo o país e a destruição de diversas residências.
Vieira declarou: “É evidente que as severas sanções impostas injustificadamente a Cuba, tanto pelo embargo como por sua inclusão na lista de ‘Estados patrocinadores do terrorismo’, contribuíram ainda mais para exacerbar a situação.” O ministro destacou que as medidas atualmente em vigor penalizam o povo cubano e dificultam uma resposta adequada à crise humanitária desencadeada pelo fenômeno natural.
Os Estados Unidos impõem um regime de embargos comerciais, econômicos e financeiros a Cuba desde 1962, tornando-o o mais longo da história. Esse regime foi implementado em um contexto de Guerra Fria, com a proibição quase total de exportações para a ilha. Segundo a legislação norte-americana, qualquer empresa, nacional ou internacional, que mantenha negociações com Cuba está sujeita a sanções por parte dos Estados Unidos. A política foi endurecida durante a presidência de Donald Trump, que adicionou Cuba à lista de patrocinadores do terrorismo, revertendo uma decisão de seu antecessor, Barack Obama, que havia retirado o país dessa lista.
Vieira solicitou: “Por todas essas razões, instamos os Estados Unidos a reconsiderarem sua política sobre Cuba: eliminar as sanções, retirar Cuba da lista dos Estados patrocinadores do terrorismo e fomentar um diálogo construtivo baseado no respeito mútuo e na não interferência.”
Desde 1992, a Assembleia Geral das Nações Unidas tem aprovado anualmente uma resolução que exige o fim do bloqueio econômico a Cuba. As únicas nações que costumam votar contra a resolução são os Estados Unidos e Israel. Em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, o ministro das Relações Exteriores da época, Ernesto Araújo, determinou que o Brasil votasse contra a condenação do bloqueio. Nos anos seguintes, a chancelaria brasileira, sob a gestão de Carlos França, optou por se abster em 2021 e 2022.
*Com informações da Sputnik News.
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