Dois dias após o forte temporal que atingiu a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), aproximadamente 900 mil clientes permanecem sem fornecimento de energia elétrica ou com serviço instável, conforme comunicado da concessionária Enel. A situação se agrava com a falta de água em áreas da região, prejudicando a distribuição em municípios como São Paulo, Santo André e Cotia. O apagão também afeta serviços essenciais, levando à notificação da concessionária pelo Procon-SP e à mobilização de órgãos públicos para mitigação dos impactos.
O Procon-SP anunciou que exigirá explicações da Enel sobre a demora na retomada do fornecimento, buscando informações sobre a resposta às demandas, os danos aos equipamentos e as medidas adotadas para reparos no prazo regulamentar. O órgão também cobra detalhes das ações estruturantes tomadas desde os últimos apagões. Além da capital, os locais mais afetados incluem São Bernardo do Campo, Cotia e Taboão da Serra, onde 11% dos clientes seguem sem energia. A empresa estima que o fornecimento será completamente normalizado até quarta-feira (16/10/2024).
Em complemento às operações, a Enel destacou cerca de 1,6 mil técnicos, com apoio de equipes de outras concessionárias do grupo, para realizar os reparos necessários. O governo do estado informa que no interior há 2.668 consumidores sem energia na área da CPFL Paulista, 594 na CPFL Piratininga e 99 na CPFL Santa Cruz. Já a Elektro apresenta 6 mil clientes sem luz, com 91% dos casos já resolvidos.
A falta de energia repercute diretamente no abastecimento de água, conforme a Sabesp, que registra falhas na distribuição em várias cidades. A concessionária recomenda o uso controlado da água até que a situação seja normalizada.
As fortes chuvas da última sexta-feira, 11 de outubro, resultaram em mais de 500 ocorrências, com destaque para quedas de árvores. Sete mortes foram registradas, com três em Bauru, duas em Cotia, uma em Diadema e outra na capital. Em Taboão da Serra, cerca de 30 pessoas encontram-se desalojadas, recebendo apoio humanitário e assistência das autoridades locais. A prefeitura decretou situação de emergência.
O impacto econômico também é significativo, especialmente no setor de hotéis e restaurantes. A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) informou que pretende acionar judicialmente a Enel para obter ressarcimento pelos prejuízos causados pelo apagão, que atingiu cerca de 250 mil estabelecimentos filiados. Em novembro de 2023, um blecaute semelhante gerou prejuízos de aproximadamente R$ 500 milhões para o setor.
A prefeitura de São Paulo mobilizou 4 mil trabalhadores para operações de limpeza, zeladoria e apoio ao tráfego, visando a recuperação das áreas afetadas. A Defesa Civil estadual monitora a situação e coordena a assistência às famílias atingidas.
*Com informações da Agência Brasil.
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