Feira de Santana: Danos e vandalismo no Parque da Cidade geram custos para os cofres públicos

O Parque da Cidade Frei José Monteiro Sobrinho, em Feira de Santana, tem enfrentado um aumento significativo de atos de vandalismo, resultando em danos ao patrimônio público. Os incidentes ocorrem com frequência, especialmente durante os domingos, quando o movimento de visitantes é elevado. Apesar da instalação de câmeras de vigilância e da presença contínua da Guarda Municipal, os esforços de segurança têm se mostrado insuficientes para evitar os danos.

Inaugurado em junho após um processo de revitalização, o parque é uma área importante para o lazer e a prática de atividades físicas, abrangendo uma extensão de 28 hectares. Contudo, desde a sua reabertura, os casos de vandalismo têm aumentado consideravelmente. Os danos incluem a destruição de bebedouros, plantas, pedras ornamentais e equipamentos da academia ao ar livre, todos novos.

Recentemente, o Espaço Pet teve que ser fechado temporariamente devido a danos em seus itens. Os banheiros do parque também foram afetados, com vasos sanitários danificados e tubulações entupidas por papel higiênico. Além disso, as lixeiras não estão sendo utilizadas adequadamente, resultando em acúmulo de lixo no chão do parque.

Outros relatos de vandalismo incluem o roubo de plantas e a subtração de placas informativas. Elisângela Conceição, encarregada pelo apoio no cuidado do parque, expressou sua indignação diante da situação:

“É triste ver que algo feito para a comunidade está sendo destruído.”

Ela ressaltou que os esforços da administração municipal para restaurar os danos geram custos adicionais para os cofres públicos.

João Falcão, diretor do Departamento de Áreas Verdes, fez um apelo à população, enfatizando a importância do cuidado com o espaço público.

“Esse espaço é de todos. Preservá-lo é um ato de respeito à natureza e à comunidade”, afirmou.

É importante destacar que o vandalismo é considerado crime, conforme o artigo 163 do Código Penal, que trata do dano ao patrimônio público. As penalidades para aqueles condenados por esse crime variam de detenção de um a seis meses ou multa que pode chegar a seis salários mínimos.


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