Plano de corte de gastos será apresentado ao presidente Lula após fim das Eleições Municipais de 2024, diz ministra Simone Tebet

Ministra do Planejamento, Simone Tebet, define medidas para controle fiscal que serão discutidas com o presidente Lula após o segundo turno das eleições municipais.
Ministra do Planejamento, Simone Tebet, define medidas para controle fiscal que serão discutidas com o presidente Lula após o segundo turno das eleições municipais.

A equipe econômica do governo federal prepara um conjunto de medidas de corte de gastos que será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva logo após o segundo turno das eleições municipais, conforme informou nesta terça-feira (15/10/2024) a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. A ministra discutiu as propostas em uma reunião realizada no mesmo dia com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em busca de definir os principais pontos a serem sugeridos ao presidente.

Embora Tebet não tenha adiantado detalhes das ações que compõem o plano, destacou que a maioria das medidas dependerá da aprovação do Congresso Nacional. Segundo ela, caberá ao presidente escolher as propostas a serem enviadas ao Legislativo, com o objetivo de melhorar o equilíbrio fiscal sem aumentar a carga tributária.

“O Brasil já fez o dever de casa no que diz respeito à arrecadação; não há mais espaço para resolver o problema fiscal por meio de aumento de receita”, afirmou a ministra.

Entre as ações em análise, Tebet mencionou que uma das medidas, se aprovada pelo Congresso, pode gerar uma economia anual de R$ 20 bilhões. No entanto, ela não especificou qual seria essa medida. O plano busca alcançar as metas fiscais estabelecidas para os próximos anos, incluindo um déficit primário zero para 2024 e 2025, e um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A ministra frisou que o cumprimento dessas metas depende da efetiva implementação do plano de revisão de gastos.

Tebet assegurou que o arcabouço fiscal estabelecido pelo governo será mantido sem alterações. Segundo ela, é necessário que o país se ajuste ao limite fiscal imposto, reforçando que as soluções para o ajuste fiscal não passam por novas medidas de arrecadação.

“O Brasil já fez o dever de casa do lado da receita; não podemos resolver o problema fiscal apenas aumentando a receita”, reiterou a ministra.

A equipe econômica pretende enviar ao Congresso, ainda em 2024, o maior número possível de medidas com potencial de aprovação ou ao menos iniciar as discussões sobre essas propostas. As ações previstas envolvem projetos de leis ordinárias, leis complementares e propostas de emenda à Constituição (PECs). Em relação às PECs, Tebet não descartou a possibilidade de incorporar algumas das emendas que já estão em tramitação no Congresso.

Apesar de mencionar uma medida com economia prevista de R$ 20 bilhões anuais, a ministra destacou que o governo não trabalha com uma meta específica de economia com as novas medidas, uma vez que o plano de revisão não afetará direitos garantidos.

“A revisão de gastos não implica a retirada de qualquer direito. Não estamos fechando contas para alcançar cifras específicas como R$ 100 bilhões, R$ 50 bilhões ou R$ 80 bilhões”, explicou Tebet.

No final de agosto, os Ministérios da Fazenda e do Planejamento haviam apresentado um plano de corte de R$ 26 bilhões no Orçamento de 2025, focado em melhorar a gestão e reduzir fraudes. As ações previstas neste plano não exigem aprovação do Congresso e representam, segundo a ministra, um compromisso contínuo do governo com a melhoria da eficiência dos gastos públicos.

*Com informações da Agência Brasil.


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