O preço do petróleo bruto experimentou um aumento em razão da escalada de conflitos entre Israel e Líbano. No final de setembro de 2024, o custo do petróleo chegou a cair até 4%, reflexo das preocupações sobre um possível excesso de oferta no mercado. No dia 27 de setembro, os contratos futuros do petróleo WTI, que é o petróleo bruto produzido nos Estados Unidos, atingiram US$ 69,40 (R$ 378,17) por barril às 10h00 GMT, enquanto o Brent, referência nos mercados europeus, ultrapassou US$ 72,80 (R$ 396,70) no mesmo horário. Apesar do aumento inicial, ambos os tipos de petróleo apresentaram queda nos últimos dias do mês, com o Brent recuando 3,4% e o WTI 4%.
As razões por trás da recente diminuição nos preços incluem a expectativa de uma recuperação significativa na produção de petróleo da Líbia, bem como a especulação de que a Arábia Saudita elevará sua produção. Além disso, a OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e países associados) sinalizou a remoção gradual das restrições voluntárias à produção de petróleo, que ocorrerá a partir de 1º de dezembro. Apesar dessas expectativas de aumento na oferta, a incerteza nos mercados relacionada a possíveis interrupções no fornecimento devido aos ataques aéreos israelenses contra o Líbano e o assassinato do líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah, resultaram em uma recuperação parcial nos preços do petróleo.
Helima Croft, especialista da RBC Capital Markets, comentou que a incerteza no mercado petrolífero pode levar alguns operadores a ignorar a escalada do conflito, uma vez que até o momento não houve uma interrupção significativa no fornecimento físico e o Irã não parece interessado em se envolver no conflito que persiste há quase um ano.
As expectativas de alta nos preços do petróleo também são alimentadas por notícias provenientes da China. O índice de atividade empresarial (IGC) do setor industrial subiu em setembro para 49,8 pontos, alcançando o nível mais alto em cinco meses. As autoridades chinesas anunciaram um novo pacote de estímulo fiscal com o objetivo de alcançar a meta de crescimento econômico de 5% ao ano, o que deve impulsionar a demanda por energia.
Por fim, o mercado aguarda atualizações sobre a política monetária dos Estados Unidos. Caso a Reserva Federal continue a reduzir as taxas de juros em 2024 e no próximo ano, espera-se que a economia dos Estados Unidos acelere, resultando em um aumento na demanda por energia, conforme previsto pelo portal Oilcapital.
*Com informações da Sputnik News.










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