Semana Nacional de Ciência e Tecnologia promove integração entre biomas e comunidades tradicionais da Bahia

A 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Bahia integra biomas e saberes tradicionais, promovendo a troca de conhecimentos entre ciência e comunidades locais.
A 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Bahia integra biomas e saberes tradicionais, promovendo a troca de conhecimentos entre ciência e comunidades locais.

A 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) na Bahia ocorrerá entre os dias 13 e 18 de outubro de 2024, com foco na conexão entre os biomas da Bahia — Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga — e os saberes dos povos originários e das comunidades tradicionais que habitam essas regiões. Esses grupos preservam conhecimentos que dialogam com a natureza e contribuem para a sustentabilidade local. A SNCT visa destacar a diversidade dos biomas e a importância das práticas ancestrais, promovendo a interação entre ciência, tecnologia, cultura e meio ambiente.

O evento, organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), será realizado em diversos territórios da Bahia, incluindo o Recôncavo, o Extremo Sul e a Chapada Diamantina, levando atividades além da capital e conectando comunidades de diferentes regiões. O público poderá participar de conferências, mesas redondas, eventos interativos e diálogos interculturais, promovendo a troca de saberes entre a ciência e os conhecimentos tradicionais. A programação completa pode ser acessada no site ba.gov.br/secti.

Marcius Gomes, chefe de Gabinete da Secti, ressaltou a abrangência da SNCT no estado, mencionando que, em virtude da extensão territorial da Bahia e do tema deste ano, a programação teve início no interior, em um quilombo, passando por aldeias e áreas rurais, até chegar à capital para importantes entregas em parceria com o Governo do Estado. A semana culminará em Caetanos, no Sudoeste da Bahia, e na Chapada Diamantina, abrangendo uma ampla mobilização com a participação das Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), do ensino superior, escolas públicas, estudantes e professores.

Ângela Guimarães, titular da Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), enfatizou a importância dos povos e comunidades na preservação dos biomas. Ela afirmou que a programação da SNCT reconhece o papel desses grupos como guardiões de saberes ancestrais e práticas sustentáveis, fundamentais para a preservação da diversidade cultural e ambiental do estado. A inclusão dessas comunidades nas discussões sobre ciência e inovação visa construir um futuro que respeite a natureza e valorize o legado cultural.

A secretária de Educação, Rowenna Brito, destacou a participação de estudantes e professores na SNCT, afirmando que o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico desde a educação básica é essencial para a formação de uma sociedade preparada para os desafios futuros. Segundo ela, é necessário atualizar o currículo educacional, e isso passa pelo fomento à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias sociais. A realização da SNCT na Bahia é um espaço significativo para que os estudantes se reconheçam como pesquisadores.

O secretário do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, destacou a relevância da inclusão do debate sobre biomas na programação da SNCT, ressaltando a importância de preservar a biodiversidade e valorizar a riqueza natural do Brasil. Ele afirmou que a Bahia, que abriga três dos cinco biomas do país, oferece uma oportunidade para discutir temas relevantes para todo o ecossistema, enfatizando como a ciência, a tecnologia e a inovação são fundamentais na preservação e potencialização da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.

A SNCT conta com a parceria de diversas instituições, como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Secretarias da Educação (Sec), Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Meio Ambiente (Sema), Desenvolvimento Rural (SDR), Cultura (Secult), Turismo (Setur), além das Universidades de Feira de Santana (Uefs), do Sudoeste da Bahia (Uesb) e do Estado da Bahia (Uneb). Outros apoiadores incluem a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Instituto Anísio Teixeira (IAT), Museu de Arte Contemporânea (MAC), Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).


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