O Centro Municipal de Prevenção ao Câncer (CMPC) de Feira de Santana registrou, até outubro de 2024, um aumento de 7% nos casos de câncer de próstata em comparação ao ano anterior, totalizando 152 diagnósticos. Em abril, o centro atingiu o maior número de identificações mensais, com 21 novos casos confirmados. Os dados indicam que o número deste ano já supera os 142 registros feitos em todo o ano de 2023, segundo a Fundação Hospitalar de Feira de Santana, que monitora o avanço da doença no município.
Nos últimos seis anos, mais de 700 homens foram diagnosticados com câncer de próstata em Feira de Santana, tornando essa a forma de câncer mais comum entre o público masculino na cidade. O urologista Antônio Carlos destaca que a alta incidência justifica a necessidade de rastreamento regular, especialmente para indivíduos pertencentes a grupos de risco, como pessoas negras ou com histórico familiar da doença. Para esses grupos, o rastreio deve começar aos 45 anos, enquanto os demais homens são orientados a iniciar o acompanhamento a partir dos 50 anos. “O câncer de próstata, excluindo o câncer de pele não melanoma, é o mais incidente na população masculina. O rastreamento anual é fundamental para detecção precoce”, enfatizou o urologista.
A campanha Novembro Azul, focada na conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata, mobiliza o CMPC para atender mais de três mil homens ao longo do mês. A coordenadora do centro, Kenia Lasse, informou que o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, com previsão de receber cerca de 50 pacientes por dia. “Disponibilizamos diversos exames essenciais para o diagnóstico precoce, que aumentam as chances de cura quando o câncer é detectado em estágios iniciais”, explicou Kenia.
A campanha Novembro Azul ocorre anualmente e reforça a necessidade de que os homens realizem exames preventivos e cuidem da saúde de forma contínua. No Brasil, o câncer de próstata é uma das principais causas de mortalidade entre os homens, sendo responsável por 28,6% dos óbitos por neoplasias malignas masculinas, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A instituição também aponta que, em média, um homem falece a cada 38 minutos devido a complicações da doença, evidenciando a gravidade do problema e a importância das ações de prevenção e diagnóstico promovidas durante o mês de novembro.
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