Empregos com carteira assinada e informais alcançam recordes históricos no Brasil, aponta pesquisa

O mercado de trabalho brasileiro atingiu novos recordes no trimestre encerrado em outubro, com 103,6 milhões de pessoas ocupadas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). Entre os trabalhadores, 39 milhões possuíam empregos com carteira assinada no setor privado, o maior número registrado desde o início da série histórica em 2012. Esse total representa um crescimento de 1,2% em relação ao trimestre anterior e de 3,7% na comparação anual.

Os postos sem carteira assinada também bateram recorde, alcançando 14,4 milhões. Nesse segmento, os aumentos foram de 3,7% em relação ao trimestre anterior e de 8,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. A população informal, que inclui trabalhadores sem carteira e aqueles por conta própria sem CNPJ, chegou a 40,3 milhões, com expansão de 2,1% em relação ao trimestre anterior.

Adriana Beringuy, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destacou que setores como a indústria e a construção civil desempenharam papéis importantes nesse crescimento. Enquanto a indústria contribuiu significativamente para a ampliação de empregos com carteira, a construção e os serviços impulsionaram os postos informais.

Setores e taxa de ocupação

Na análise setorial, as atividades industriais cresceram 2,9% no trimestre, seguidas pela construção civil, com alta de 2,4%, e pelos serviços diversos, que avançaram 3,4%. Nenhuma atividade apresentou retração. No comparativo anual, o transporte, armazenagem e correio registraram aumento de 5,7%, enquanto a administração pública, saúde e educação subiram 4,4%.

O nível de ocupação, que indica o percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão empregadas, atingiu 58,7%, marcando outro recorde da série histórica.

Desemprego em queda e renda em alta

A taxa de desemprego recuou para 6,2%, o menor índice registrado desde 2012. A população desocupada foi reduzida para 6,8 milhões, o menor contingente desde 2014.

O rendimento médio real do trabalhador chegou a R$ 3.255, próximo ao recorde histórico de R$ 3.292 registrado durante a pandemia, mas com um diferencial importante: dessa vez, o aumento de renda ocorreu simultaneamente ao crescimento da população ocupada. Na comparação anual, o rendimento apresentou alta de 3,9%.

Indicadores de subutilização e desalento

A população subutilizada, composta por pessoas que poderiam trabalhar mais ou estão à procura de emprego, caiu para 17,8 milhões, a menor desde 2015. A taxa composta de subutilização ficou em 15,4%, o menor índice para o trimestre desde 2014.

A população desalentada, que inclui aqueles que desistiram de buscar trabalho por motivos diversos, foi reduzida para 3 milhões, o menor número desde 2016.

*Com informações da Agência Brasil.


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