Nesta segunda-feira (04/11/2024), familiares, representantes políticos e ativistas de direitos humanos se reuniram no Cemitério Quinta dos Lázaros, em Salvador, para homenagear o líder político e escritor baiano Carlos Marighella. O evento foi realizado no mausoléu de Marighella, marcando os 55 anos de seu assassinato, ocorrido em 1969, durante o regime militar. Entre os presentes, estava Lucinea Rocha, diretora executiva da Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos (SUDH), representando a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).
Durante a cerimônia, a SJDH reforçou seu compromisso com a promoção da justiça e a reparação a vítimas de violações de direitos humanos, princípios que fundamentam sua atuação. Baseada no eixo estratégico “Educação e Cultura em Direitos Humanos”, a SJDH promove ações e debates para fortalecer a memória de figuras como Marighella, reconhecido pela luta em defesa da justiça social e da democracia.
“A participação da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos nas homenagens a Carlos Marighella é um reconhecimento de sua luta pela justiça social, que é essencial para nossa política de preservação da memória. A trajetória de Marighella contribuiu para o desenvolvimento dos movimentos sociais e para a formação política nacional”, afirmou Lucinea Rocha.
A agenda de homenagens a Carlos Marighella se estende até esta terça-feira (5), com um ato na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em alusão ao Dia Estadual de Combate à Tortura, instituído em 2019 e incorporado ao calendário oficial do Estado. Esse marco, sancionado pelo então governador Rui Costa, reverencia a trajetória de Marighella, reconhecido como um dos principais opositores do regime militar no Brasil. Outros eventos estão programados para dezembro, em celebração aos 113 anos de nascimento de Marighella, no dia 5, e aos 45 anos do traslado de seus restos mortais para Salvador, em 10 de dezembro de 1979.
O filho de Marighella e sua neta, Maria Marighella, presidenta da Fundação Nacional das Artes (Funarte), participaram da cerimônia, enfatizando a importância de manter viva a memória do líder político. Em sua fala, Maria Marighella destacou a influência do avô na luta pela democracia e pela justiça.
“Marighella é uma inspiração constante, seja no parlamento, nas ruas, nos movimentos sociais, nas instituições ou nas artes. Sua presença se faz em toda esquina que luta pela justiça e na vida daqueles que defendem a democracia”, declarou.
O ato também contou com a presença de figuras como o deputado estadual Hilton Coelho, o vereador de Salvador Sílvio Humberto, o vereador eleito professor Hamilton Assis, além de Diva Santana, ativista e integrante da Comissão de Mortos e Desaparecidos da Ditadura Militar. Também participaram Joviniano Neto, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais na Bahia (GTNM-BA), e representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que relembraram a trajetória de Marighella e sua contribuição para os direitos humanos e a justiça social no Brasil.
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