Gilmar Luís de Santana, mais conhecido como Biribinha, nasceu em Coelhos, no Recife, mas cresceu em Feira de Santana, onde deu seus primeiros passos no futebol. Filho de Manoel Luís de Santana, conhecido como Decadela, e Filomena Felix Santana, Gilmar chegou à Bahia com pouco mais de um ano de idade, acompanhando a transferência de seu pai para reforçar o Fluminense de Feira. Desde cedo, Biribinha demonstrou habilidade no esporte, ganhando notoriedade entre os jovens pela destreza no drible e pela velocidade.
Ainda adolescente, sua habilidade o levou a clubes de destaque nacional. Em São Paulo, iniciou sua carreira juvenil no Santos Futebol Clube, onde treinou ao lado de figuras consagradas como Clodoaldo e Edu. Posteriormente, foi indicado ao Fluminense do Rio de Janeiro, onde participou de competições juvenis e conviveu com estrelas do futebol brasileiro. No entanto, episódios como sua entrada clandestina pela janela da concentração comprometeram sua permanência no clube.
No Vasco da Gama, Biribinha conquistou o tricampeonato carioca juvenil ao lado de Roberto Dinamite e outros nomes importantes da época. Porém, novos episódios de indisciplina resultaram em sua saída e no retorno à Bahia, onde passou a atuar pelo Fluminense de Feira.
A habilidade de Biribinha chamou a atenção de clubes como Flamengo e Marília, mas contratos não concretizados, em parte devido à sua postura irreverente, dificultaram sua continuidade nos grandes centros do futebol brasileiro. Após um período afastado do futebol profissional, convivendo com os músicos do grupo Novos Baianos, retomou sua carreira internacionalmente, atuando nos Estados Unidos, México e Chile, onde encerrou sua trajetória como jogador.
Hoje, com 70 anos e após enfrentar desafios de saúde, Biribinha mantém seu espírito leve e filosófico, sem arrependimentos sobre o passado. Sua postura desapegada influenciou as escolhas de seu filho Bel e de seu neto Janderson, que também tiveram passagens pelo futebol, mas optaram por outras atividades.
“Gostava mesmo era de jogar bola, de brincar, de me divertir”, reflete Gilmar Luís de Santana, deixando uma lição de simplicidade e resiliência.
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