EUA: Presidente Joe Biden concede perdão a Hunter Biden em casos de evasão fiscal e compra ilegal de arma

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, concedeu perdão oficial ao seu filho Hunter Biden, encerrando processos judiciais relacionados a evasão fiscal e compra ilegal de arma de fogo. A decisão foi anunciada neste domingo (1) e incluiu críticas do presidente à politização do caso.
Joe Biden concede perdão oficial a Hunter Biden, encerrando anos de disputas judiciais envolvendo acusações fiscais e porte de arma.

O presidente americano Joe Biden anunciou, neste domingo (01/12/2024), o perdão oficial a seu filho Hunter Biden, encerrando processos relacionados a crimes fiscais e compra ilegal de arma de fogo. A decisão, comunicada oficialmente pela Casa Branca, abrange acusações federais pendentes e possíveis crimes cometidos entre 2014 e 2024.

Hunter Biden enfrentava três acusações federais por compra ilegal de arma e havia admitido culpa em nove acusações fiscais relacionadas à falsificação de registros e omissão de declarações de renda durante o período em que lutava contra dependência de crack e álcool. As penas poderiam alcançar 42 anos de prisão, embora especialistas avaliassem que seriam reduzidas e cumpridas simultaneamente.

Em comunicado, Joe Biden declarou que as acusações contra seu filho tinham motivação política, destacando que “nenhuma pessoa razoável” poderia ignorar a perseguição sofrida por Hunter devido à sua ligação familiar. O presidente havia prometido não interferir no processo judicial, mas justificou a mudança de posição como uma resposta à tentativa de seus opositores de atacarem sua família.

O perdão inclui crimes potenciais durante o período em que Hunter integrou o conselho da empresa de gás ucraniana Burisma, no qual foi acusado de usar acesso privilegiado a informações para favorecimento comercial. As audiências de sentença, previstas para dezembro, devem ser canceladas com a notificação da decisão presidencial.

O ato de clemência insere-se em um contexto de precedentes de perdões presidenciais a familiares, como o de Bill Clinton a seu meio-irmão Roger Clinton e o de Donald Trump ao pai de seu genro, Charles Kushner. A diferença, neste caso, é que o perdão concedido por Biden ocorre antes da aplicação de penas judiciais.

*Com informações da RFI.


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