O chefe das Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica das Forças Armadas da Rússia, tenente-general Igor Kirillov, foi morto em uma explosão ocorrida em Moscou, informou o Comitê de Investigação russo. A explosão também vitimou o assessor de Kirillov. O dispositivo explosivo, com potência estimada em 200 gramas de TNT, estava oculto em um patinete elétrico estacionado próximo à entrada de um prédio residencial.
O impacto da explosão foi significativo, danificando vidraças do primeiro ao terceiro andares do edifício e também quebrando janelas de uma casa localizada em frente ao local do incidente. Investigadores, peritos forenses e equipes operacionais foram mobilizados e estão trabalhando no local, que permanece isolado para coleta de evidências.
Kirillov, de 54 anos, liderava as Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica da Rússia e era conhecido por seu papel em investigações relacionadas a armas químicas e biológicas. Segundo a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, ele dedicou anos de sua carreira a expor supostos crimes de países ocidentais, incluindo alegações de provocações com armas químicas pela OTAN na Síria e atividades de laboratórios biológicos dos Estados Unidos na Ucrânia.
A explosão e a morte de Kirillov geraram repercussões significativas no cenário político russo. O Comitê de Investigação abriu um processo criminal para apurar as circunstâncias do incidente, que está sendo tratado como um ato de assassinato premeditado.
Serviços de segurança ucranianos reivindicam assassinato de comandante russo em explosão em Moscou
Na manhã de terça-feira (17/12/2024), uma explosão próxima a um prédio residencial na avenida Riazanski, em Moscou, vitimou o tenente-general Igor Kirillov, chefe das Forças de Defesa Radiológica, Química e Biológica da Rússia, e seu assistente. O dispositivo explosivo, de acordo com o Comitê de Investigação Russo, estava escondido em um patinete elétrico estacionado próximo à entrada do edifício.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostram danos significativos na entrada do prédio, com janelas de diversos apartamentos quebradas. Autoridades russas abriram uma investigação criminal para apurar o duplo homicídio. Os serviços de segurança ucranianos (SBU) assumiram a autoria do ataque, afirmando tratar-se de uma operação especial contra um alvo que consideram legítimo, devido ao suposto envolvimento de Kirillov em ordens para o uso de armas químicas na guerra contra a Ucrânia.
Kirillov era alvo de sanções internacionais, incluindo pelo Reino Unido, por seu papel na suposta implantação de armas químicas em território ucraniano. Desde abril de 2017, o general ocupava a liderança das Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica e era figura central em briefings russos que denunciavam, entre outras coisas, alegados laboratórios de armas biológicas americanas na Ucrânia.
A morte de Kirillov foi amplamente comentada por autoridades russas. Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, descreveu o general como alguém que lutou pela pátria. Konstantin Kossatchev, vice-presidente do Conselho da Federação, prometeu que os responsáveis pelo ataque serão punidos.
O assassinato ocorre em meio à continuidade da ofensiva militar russa na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. Na segunda-feira anterior ao ataque, o presidente Vladimir Putin destacou o avanço das tropas russas, afirmando que a Rússia mantém a iniciativa na linha de frente após um ano de combates intensos.
*Com informações da Sputnik News e RFI.









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