A comunidade quilombola de Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, foi a primeira do estado a receber crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) por meio do Pronaf A, uma linha de crédito voltada para produtores rurais de programas de crédito fundiário, além de comunidades indígenas e quilombolas. A cerimônia de assinatura dos contratos ocorreu na quarta-feira (11/12/2024), durante a abertura da 15ª Feira da Baiana da Agricultura Familiar e da Economia Solidária (Febafes) e da 3ª Feira Nacional de Agricultura Familiar, em Salvador.
Os contratos, firmados com o Banco do Nordeste, beneficiarão 26 famílias da Associação Agropastoril Quilombola de Fortaleza, localizada em Bom Jesus da Lapa. Cada núcleo familiar recebeu um financiamento de R$ 52 mil, totalizando R$ 1,3 milhão. Os recursos serão destinados a investimentos em matrizes bovinas, capineiras de corte e melhorias na infraestrutura das propriedades. O produtor Jailson Soares Emiliano, um dos representantes da comunidade, expressou sua satisfação com a conquista:
“É com muita alegria que estamos aqui a primeira vez em Salvador e para assinar o nosso contrato. Com esse recurso, vai melhorar muito a vida da gente. Ele vai nos ajudar a aumentar a renda, comprar gado para corte e beneficiar as pastagens”, afirmou.
A cerimônia contou com a presença de autoridades como Fernanda Machiaveli, secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Osni Cardoso, secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, e Pedro Lima Neto, superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia. O superintendente destacou a importância dessa linha de crédito para as comunidades beneficiadas:
“Essa linha do Pronaf A nos faz acessar uma camada da população que precisa do crédito para investir, para crescer e aumentar suas rendas”, afirmou.
O Pronaf A destina-se a beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), e a quilombolas residentes em quilombos certificados pela Fundação Palmares. Ele permite o financiamento de até 35% do valor do projeto em custeio, com prazos de até 10 anos e carência de até três anos. Esses recursos visam ampliar a infraestrutura da produção, tanto no setor agropecuário quanto em outros serviços não agropecuários, permitindo aos beneficiados melhorar sua capacidade produtiva e econômica.










Deixe um comentário