Mikheil Kavelashvili é eleito presidente da Geórgia pelo Colégio Eleitoral

O candidato do partido Sonho Georgiano, Mikheil Kavelashvili, foi eleito presidente da Geórgia pelo Colégio Eleitoral ao receber 224 votos dos 300 possíveis. Esse processo eleitoral indireto, estabelecido em 2017, exige o mínimo de 200 votos para a eleição e 170 para a validação do pleito, de acordo com a Comissão Eleitoral Central do país.

A oposição boicotou a eleição, não apresentando candidatos e se recusando a participar do processo, alegando fraude. Kavelashvili foi o único candidato na corrida eleitoral e tomará posse em 29 de dezembro. Sua eleição ocorre em um cenário político conturbado, com protestos liderados pela atual presidente, Salome Zurabishvili, que se recusou a deixar o cargo e questionou os resultados das eleições parlamentares de outubro.

O partido governista, Sonho Georgiano, venceu as eleições parlamentares com 53,93% dos votos, consolidando sua influência no Legislativo. O primeiro-ministro Irakli Kobakhidze descartou a possibilidade de novas eleições, enfatizando a legitimidade do processo.

Kavelashvili iniciou sua carreira pública como jogador de futebol e foi eleito parlamentar em 2016, presidindo o comitê de esportes. Em 2020, foi reeleito, mas em 2022 deixou o partido Sonho Georgiano, junto com outros membros, acusando os Estados Unidos de interferência nos assuntos políticos do país. O grupo formado posteriormente, chamado Poder Popular, retornou ao partido governista em 2024, quando Kavelashvili foi novamente eleito ao Parlamento e nomeado ao cargo de presidente.

Em sua declaração após a eleição, Kavelashvili destacou a necessidade de unir a sociedade georgiana em torno da identidade nacional e da independência do país, afirmando que sua prioridade será devolver a instituição presidencial ao cumprimento das funções constitucionais. Ele classificou a radicalização política como um dos principais desafios e reforçou seu compromisso com a estabilidade e os interesses nacionais.

Enquanto isso, os manifestantes continuam a pressionar contra o governo, e a situação política na Geórgia permanece marcada pela polarização.

*Com informações da Sputnik News.


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