A ofensiva iniciada por facções jihadistas e rebeldes, apoiadas por forças externas, intensificou-se nas províncias de Aleppo, Idlib e Hama, no norte e centro da Síria, desde quarta-feira (27/11/2024). O conflito já resultou em 412 mortes, sendo 61 civis, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. A situação é particularmente crítica para os curdos sírios, que se encontram cercados em regiões-chave do norte da província de Aleppo, como Tell-Rifaat e várias aldeias vizinhas, antes controladas pelas forças curdas.
A situação em Tell-Rifaat se agrava com a presença de facções pró-turcas, que avançam em direção à região. O enclave, a cerca de 20 quilômetros da Turquia, era uma área de interesse estratégico para o Exército turco, que vinha ameaçando sua ocupação. As forças curdas, em resposta, iniciaram operações para evacuar civis da região. Mazloum Abdi, comandante das Forças Democráticas da Síria (SDF), afirmou que estão sendo tomadas providências para garantir a segurança dos civis e sua retirada para áreas mais seguras no norte da Síria.
A líder de uma ONG local, Shiler, relatou ao correspondente da RFI, Lucas Lazo, que a região está em caos, com famílias curdas em risco e sem proteção. Shiler compartilhou a angústia de muitos, incluindo seus próprios familiares, que estão cercados em Tell-Rifaat, onde as famílias aguardam a reabertura das principais rotas de fuga. Segundo ela, os ataques estão se intensificando, com a população sem acesso a internet ou eletricidade.
Além do cerco curdo, os jihadistas e rebeldes têm avançado ao sul de Aleppo, tomando importantes locais estratégicos, como quatro aeroportos, incluindo um internacional. As forças do governo sírio, reforçadas por tropas russas, conseguiram interromper o avanço em algumas áreas da província de Hama, mas o combate continua intenso. O chefe do Estado-Maior sírio e oficiais russos têm atuado diretamente no front, com apoio aéreo russo concentrado em Hama.
A situação continua a ser uma grande preocupação para a comunidade internacional, especialmente devido à crescente violência e ao impacto humanitário na região. O governo sírio, em colaboração com seus aliados, como a Rússia, reforça sua defesa nas áreas estratégicas e destaca a importância do apoio de seus parceiros para conter os avanços das facções jihadistas e rebelde. O presidente sírio, Bashar al-Assad, ressaltou, em encontro com o ministro iraniano, Abbas Araghchi, a importância do suporte militar para combater os “ataques terroristas”.
*Com informações da RFI.
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