Operação contra roubos de cargas tem Fernandinho Beira-Mar entre os alvos

A segunda fase da Operação Torniquete foi deflagrada nesta terça-feira (10/12/2024), com o objetivo de reprimir uma quadrilha responsável por roubos de cargas e veículos na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. As ações incluíram mandados de busca e apreensão, incluindo um cumprido no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, onde Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, está detido.

De acordo com o Ministério da Justiça, movimentos suspeitos envolvendo familiares do detento foram identificados pela equipe de inteligência do Sistema Penitenciário Federal. Essas suspeitas levaram à suspensão das visitas e ao acionamento do Ministério Público e das polícias. Informações preliminares indicam que Beira-Mar estaria utilizando familiares para repassar recados e informações ao exterior, mantendo sua influência na organização criminosa.

A operação foi coordenada pela 60ª Delegacia de Polícia (Campos Elíseos) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio de unidades da Polícia Militar. A investigação revelou que os crimes praticados pelo grupo resultaram em prejuízo estimado de R$ 4 milhões.

A quadrilha, originada de comunidades como Rua Sete, Jardim Ana Clara e Parque das Missões, atua em vias expressas como a Avenida Brasil, a Rodovia Washington Luís e a Rio-Magé. Com apoio de armamento e bloqueadores de sinais fornecidos pela facção criminosa, o grupo realizava roubos cujos rendimentos eram divididos, com 50% repassados à organização maior.

Durante a operação, duas pessoas foram presas em flagrante por crimes como receptação, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco unidades do Complexo do Gericinó, na zona oeste do Rio, resultando na apreensão de seis celulares em vistorias realizadas nas celas dos investigados.

A Operação Torniquete já realizou, desde setembro, a prisão de mais de 240 pessoas, além da recuperação de veículos e cargas. As autoridades destacam que a repressão a esse tipo de crime enfraquece o financiamento das facções criminosas, que utilizam os recursos obtidos para disputas territoriais e pagamentos a familiares de seus integrantes.

*Com informações da Agência Brasil.


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