Em mensagem publicada no dia 2 de dezembro de 2024, o Papa Francisco classificou a escravidão moderna, incluindo tráfico humano, trabalho forçado, exploração sexual e tráfico de órgãos, como crimes de lesa humanidade. A declaração foi feita em celebração ao Dia Internacional para a Abolição da Escravidão, instituído pela ONU em 1949. Segundo o Papa, essas práticas representam uma afronta à dignidade humana, uma vez que cada indivíduo reflete a imagem de Deus.
O Pontífice reiterou o apelo à mobilização global contra essas formas de exploração em sua mensagem para o 10º Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, realizado em fevereiro deste ano. Ele destacou a importância de erradicar as causas do tráfico humano e convocou líderes e a sociedade a reconhecerem a dignidade de todas as pessoas. Durante a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, o Papa ressaltou que a luta contra o tráfico deve ser uma prioridade contínua.
Francisco também abordou o tema em diferentes ocasiões. Durante sua viagem à Bélgica, em setembro de 2023, ele denunciou o impacto destrutivo do tráfico humano e da corrupção, chamando essas práticas de “blasfêmias” que ferem os valores fundamentais da fé cristã. Em outra oportunidade, o Papa criticou o “colonialismo econômico” que perpetua a exploração de recursos e populações na África, renovando o apelo por uma mudança estrutural.
O tema do tráfico humano é recorrente em seus ensinamentos, como nas encíclicas Laudato si’ e Fratelli tutti. Nesses documentos, Francisco vincula a exploração humana às desigualdades sociais e econômicas, pedindo uma abordagem cooperativa entre governos, organizações internacionais e sociedade civil para combater as práticas de tráfico. Ele também defende uma “revolução cultural” que promova a justiça social e a dignidade humana.
Por meio dessas declarações, o Papa Francisco reforça o compromisso da Igreja Católica em combater todas as formas de escravidão moderna. Ele conclama a comunidade internacional a agir de forma conjunta para eliminar práticas que perpetuam a exploração, destacando que a dignidade humana deve estar no centro de todas as iniciativas.
*Com informações da Vatican News.
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