O primeiro-ministro francês, Michel Barnier, esteve no Palácio do Eliseu na manhã desta quinta-feira (05/12/2024), onde apresentou sua renúncia e a demissão de seu governo ao presidente Emmanuel Macron. A decisão foi tomada em conformidade com o artigo 50 da Constituição francesa, após a aprovação de uma moção de censura pela Assembleia Nacional. A moção, que obteve 331 votos a favor, bem acima da maioria absoluta necessária de 288, foi apoiada por parlamentares de esquerda e de extrema direita.
Barnier permaneceu no cargo por apenas 91 dias, tornando-se o premiê com o mandato mais curto da Quinta República, instaurada em 1958. A censura ao seu governo ocorreu após a rejeição do orçamento de 2025 e representa um desafio significativo para Macron, embora não afete diretamente seu mandato, que vai até 2027.
Em resposta à crise, Macron fará um discurso à nação às 20h (horário local), no qual buscará tranquilizar a população e reforçar a solidez das instituições francesas. A presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, pediu publicamente que o presidente nomeie um novo primeiro-ministro rapidamente, destacando a necessidade de garantir estabilidade e aprovar um orçamento que permita o funcionamento do país.
Braun-Pivet classificou a censura como um “fracasso coletivo” e apelou por consultas mais amplas, incluindo líderes de todos os partidos representados na Assembleia, entre eles o Reunião Nacional (RN), de extrema-direita. Ela ressaltou que ouvir os anseios dos eleitores que apoiaram o RN não implica em negociar diretamente com o partido.
Fontes próximas ao governo indicam que Macron pretende anunciar um novo premiê antes da cerimônia de reabertura da Catedral de Notre-Dame, prevista para o fim de semana. No entanto, nenhuma decisão oficial foi confirmada até o momento.
*Com informações da RFI.








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