Presidente da Coreia do Sul reafirma decisão de não renunciar e se compromete a enfrentar acusações de motim

Em um discurso transmitido pela emissora YTN, o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, reafirmou sua decisão de não renunciar ao cargo e criticou as acusações de motim que pesam sobre ele após a imposição da lei marcial no país. Yoon afirmou não compreender os motivos pelos quais suas medidas de emergência, tomadas para proteger a nação, são vistas como uma tentativa de golpe de Estado. Ele argumentou que as ações que tomou foram constitucionais e realizadas em um contexto de urgência, com o objetivo de salvaguardar a segurança do país.

Segundo o presidente, a caracterização de suas ações como motim coloca em risco a Constituição e o sistema legal sul-coreano.

“Ver as medidas de emergência como um ato de guerra civil para destruir o país é colocar nossa Constituição e sistema legal em sério risco”, afirmou Yoon. Ele também destacou que usou seus poderes para impor a lei marcial com a intenção de normalizar a situação do Estado, considerando a decisão como um “julgamento político altamente calibrado”.

Yoon aproveitou a ocasião para criticar a oposição, que tem se mobilizado contra ele, e afirmou que seus adversários políticos estão colocando a segurança nacional em risco. O presidente indicou que a oposição não tem clareza sobre sua lealdade partidária ou nacional, afirmando que o Parlamento sul-coreano não pode ser considerado uma representação fiel dos interesses do país.

“Agora a oposição está colocando em risco a segurança do país e dos cidadãos. Não está claro de qual partido eles são e de qual país é este parlamento”, declarou Yoon.

O presidente também fez um apelo à população, prometendo lutar ao lado do povo até o fim contra os esforços para seu impeachment.

“Eu lutarei junto com o povo até o fim. Seja eu acusado ou uma investigação seja lançada, eu vou enfrentá-la com integridade”, afirmou.

As tensões aumentaram desde o início de dezembro, quando Yoon declarou a lei marcial, alegando que a oposição estava simpatizando com a Coreia do Norte e conspirando para provocar uma rebelião. O Parlamento sul-coreano, no entanto, desafiou a decisão e votou para suspender a lei marcial, considerando-a inválida. Após o voto dos legisladores, Yoon revogou a medida e pediu desculpas à nação. Em meio à crise, o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun foi preso e uma investigação sobre um possível caso de traição foi aberta.

Recentemente, Han Dong-hoon, líder do Partido do Poder Popular, se posicionou publicamente a favor do impeachment de Yoon, embora tenha sido inicialmente favorável à renúncia voluntária do presidente. A situação continua a se desenrolar com investigações e protestos em várias partes do país, enquanto Yoon segue determinado a resistir às pressões políticas e às acusações de abuso de poder.

*Com informações da Sputnik News.


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