Rádio Carioca de Feira de Santana: inovação e transformação na comunicação local

Inaugurada em 17 de fevereiro de 1968, a Rádio Carioca de Feira alterou os padrões da radiofonia em Feira de Santana. A emissora introduziu uma programação inovadora e sistemas técnicos inéditos, como locutores com vozes padronizadas e funcionamento ininterrupto aos domingos, atraindo grande audiência.
Fachada da antiga sede da Rádio Carioca de Feira, localizada na Avenida Senhor dos Passos, que marcou época com uma programação diferenciada e inovadora.

A Rádio Carioca de Feira de Santana iniciou suas transmissões em 17 de fevereiro de 1968, surpreendendo os ouvintes locais com uma proposta de comunicação distinta. Operando na frequência de 1.210 kHz e localizada na Avenida Senhor dos Passos, a emissora pertencia à Organização Radinterior, liderada por Alceu Nunes Fonseca, que já comandava emissoras em outras cidades.

Com um estilo inédito, a rádio adotou uma estratégia de locutores com vozes padronizadas, criando a ilusão de que havia apenas um locutor em atividade. Essa padronização, aliada a uma programação musical de alta qualidade, fidelizou a audiência, levando muitos ouvintes a migrar de outras emissoras locais para a Carioca. O funcionamento ininterrupto aos domingos, viabilizado por geradores próprios, foi outro diferencial significativo em uma época em que interrupções no fornecimento de energia eram comuns na região.

A programação inovadora era marcada pelo slogan “Carioca, o Som da Cidade” e priorizava música, notícias e a hora certa, com intervalos regulares. A rádio não transmitia partidas de futebol, mas mantinha plantões esportivos que atendiam ao público interessado no acompanhamento dos resultados. No final do ano, a emissora ampliava sua operação para atender à demanda de anunciantes, mantendo-se no ar durante 24 horas.

O vínculo da Rádio Carioca com grandes nomes da música também foi um destaque. Roberto Carlos, por exemplo, tinha uma relação próxima com a emissora, o que permitia à rádio obter lançamentos de álbuns antes de outras concorrentes.

A equipe inaugural contou com profissionais como Sid Miranda, que atuava como diretor, e Aldair Aleixo, responsável pela programação. Locutores, técnicos e colaboradores se destacaram na operação de uma estrutura complexa para a época. Com o falecimento de Alceu N. Fonseca, a emissora passou a ser administrada por sua filha. Em 1991, foi adquirida por Roberto Pazzi e transformada na Rádio Povo, marcando o encerramento de um ciclo de inovações na comunicação local.


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