Senado adia votação do projeto sobre cassinos, bingos e jogos de azar para 2025

O Senado adiou nesta quarta-feira (4) a votação do projeto que regulamenta cassinos, bingos e outros jogos de azar no Brasil. A decisão foi tomada após debates e solicitações de análises adicionais, deixando a proposta para ser discutida no próximo ano.
Senadores debatem regulamentação dos jogos de azar durante sessão no Senado Federal.

Nesta quarta-feira (04/12/2024), o Senado decidiu adiar para 2025 a votação do Projeto de Lei 2.234/2022, que regulamenta o funcionamento de cassinos, bingos, jogo do bicho e apostas em corridas de cavalos. O adiamento ocorreu após pedido do relator, senador Irajá (PSD-TO), e a solicitação de informações adicionais a ministérios e comissões. A decisão foi confirmada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que afirmou que o projeto será analisado pela próxima Mesa Diretora.

O requerimento de urgência para a votação do projeto não foi aprovado, possibilitando que emendas sejam avaliadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Além disso, os Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento e Assistência Social têm até 30 dias para enviar estudos sobre o impacto da proposta nos serviços públicos de saúde e assistência social, atendendo ao pedido do senador Flávio Arns (PSB-PR).

O projeto, que tramita desde 1991, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2022 e pela CCJ do Senado em junho de 2024 por uma margem estreita de votos. O texto prevê a instalação de cassinos em polos turísticos, hotéis e embarcações, além da exploração permanente de bingos e máquinas de apostas. A proposta também inclui novas regulamentações tributárias, como a criação da Taxa de Fiscalização de Jogos e Apostas (Tafija) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre jogos (Cide-Jogos).

Durante a sessão, senadores contrários ao projeto, como Eduardo Girão (Novo-CE), argumentaram que a legalização dos jogos pode incentivar a ludopatia e crimes como lavagem de dinheiro. Outros, como Eliziane Gama (PSD-MA) e Esperidião Amin (PP-SC), pediram o arquivamento definitivo da proposta. Por outro lado, defensores da regulamentação, como o relator Irajá, destacaram que a medida pode tirar a atividade da clandestinidade, garantindo arrecadação de impostos e fiscalização efetiva pelo poder público.

O projeto prevê que cada estado possa contar com um cassino, com exceções para São Paulo, que poderá ter até três, e Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas e Pará, que poderão ter até dois. As cidades com mais de 150 mil habitantes poderão abrigar casas de bingo adicionais, e as apostas em corridas de cavalos serão restritas a entidades credenciadas pelo Ministério da Agricultura.

*Com informações da Agência Senado.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.