Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o Brasil precisa investir R$ 29,4 bilhões para retomar 52% das obras públicas paralisadas. Até o final de 2024, os empreendimentos receberam R$ 9 bilhões em recursos federais, mas o valor representa menos de um terço do montante necessário. O estudo abrange tanto obras paralisadas quanto em execução, cujo investimento total previsto é de R$ 110,5 bilhões. Até o momento, apenas R$ 24,2 bilhões foram aplicados.
O engenheiro civil e professor da Universidade Federal do Ceará, Leandro Moreira, destacou que a paralisação de obras impacta diretamente a população, que, embora pague impostos, não tem acesso aos serviços previstos. Ele também enfatizou que o investimento em infraestrutura é essencial para o desenvolvimento econômico e social do país, uma vez que proporciona retornos logísticos e financeiros quando realizado dentro de um planejamento adequado.
Entre os órgãos responsáveis pelo repasse de recursos, o Ministério da Saúde lidera com 4.580 obras paralisadas, seguido pelo Ministério da Educação, com 4.434. Outros ministérios também registram números elevados, como o das Cidades (1.269), Turismo (381), Esporte (331), além da FUNASA (249) e do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (234).
O Maranhão é o estado com o maior número de obras interrompidas, totalizando 1.232 empreendimentos, com previsão de investimento de R$ 1 bilhão, dos quais apenas R$ 206 milhões foram aplicados. Bahia e Pará também figuram entre as unidades da federação com maior número de obras paralisadas. Por outro lado, o Distrito Federal registra o menor número, com apenas 10 empreendimentos interrompidos.
De forma geral, os setores mais afetados são Saúde e Educação, que juntos somam 8.674 obras paralisadas em todo o país. Especialistas apontam que a retomada desses empreendimentos é crucial para atender às demandas da população e promover o crescimento sustentável.
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