Cessar-fogo em Gaza: Acordo entre Israel e Hamas marca novo capítulo no conflito

O Catar anunciou a realização de um acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, encerrando 15 meses de intensos combates na Faixa de Gaza. A trégua inclui a libertação de dezenas de reféns israelenses e a possibilidade de entrada de ajuda humanitária na região. O entendimento foi celebrado por lideranças globais e pela população local.
Pessoas celebram o anúncio do cessar-fogo em Gaza, saudando a trégua após 15 meses de conflito.

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed Al Thani, confirmou a assinatura de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, pondo fim a um conflito que se estendeu por 15 meses. A guerra, iniciada em 7 de outubro de 2023, foi deflagrada após militantes do Hamas invadirem o sul de Israel, resultando na morte de aproximadamente 1.200 pessoas e no sequestro de 250 indivíduos. O anúncio inclui a libertação de 33 reféns israelenses, capturados no primeiro dia da ofensiva, como parte da primeira fase da trégua.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, antecipou publicamente o acordo, descrevendo-o como um marco significativo para a estabilidade na região. Em suas declarações, Trump afirmou que o objetivo é “eliminar a presença de terroristas em Gaza” e expandir os Acordos de Abraão, iniciativa de normalização de relações entre Israel e países árabes. O atual governo dos Estados Unidos, liderado por Joe Biden, deve formalizar os termos do acordo.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que o cessar-fogo permitirá a entrada de ajuda humanitária na região, beneficiando civis que enfrentam escassez de alimentos, destruição e insegurança. Von der Leyen apelou para que ambas as partes implementem o acordo como um passo inicial rumo a uma solução diplomática para o conflito.

Na Faixa de Gaza, o anúncio foi recebido com celebrações, marcadas por buzinas, danças e bandeiras palestinas. Muitos habitantes, embora aliviados, relataram as dificuldades vividas ao longo do conflito, incluindo bombardeios, falta de suprimentos e perdas humanas. Apesar de reconhecerem a destruição generalizada, os residentes demonstraram esperança de reconstruir suas vidas e recuperar a segurança.

Especialistas internacionais apontam que o acordo pode ser o início de uma estabilidade duradoura, mas alertam para os desafios na implementação dos termos e nas negociações futuras. Enquanto a trégua traz alívio imediato, a resolução das causas subjacentes do conflito permanece como um objetivo a ser alcançado.

*Com informações da Vatican News.


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