Decisões do presidente Donald Trump sobre Inteligência Artificial sinalizam distanciamento das regulamentações da União Europeia

Na terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação da Stargate, uma empresa dedicada ao desenvolvimento de inteligência artificial (IA), com um investimento inicial de US$ 100 bilhões. A decisão ocorre pouco após a anulação de ordens executivas de seu antecessor, Joe Biden, que buscavam limitar os avanços na área. A iniciativa reflete um afastamento das regulamentações adotadas pela União Europeia em 2024, que estabeleceram leis rigorosas para o controle do uso da IA.
Donald Trump anuncia a criação da Stargate, empresa voltada ao desenvolvimento de inteligência artificial, em coletiva de imprensa na Casa Branca.

O presidente Donald Trump, em sua administração, tem adotado um posicionamento que contrasta com as políticas de regulação de inteligência artificial (IA) na União Europeia. Em um evento realizado na Casa Branca na terça-feira (21/01/2025), Trump anunciou a criação da Stargate, uma nova empresa nacional voltada ao desenvolvimento de IA, com um investimento inicial de US$ 100 bilhões, que terá como objetivo expandir e promover os avanços tecnológicos na área. A empresa será uma parceria entre grandes nomes da tecnologia, como SoftBank, OpenAI, Oracle e MGX, e estará focada em construir infraestruturas físicas e virtuais para impulsionar a próxima geração de inovações em IA.

O anúncio da criação da Stargate segue a decisão do presidente de revogar ordens executivas do governo de Joe Biden, que haviam limitado o avanço de certos aspectos do desenvolvimento de IA e determinado investigações sobre os riscos potenciais da tecnologia. Para Trump, o projeto é um reflexo da confiança no potencial dos Estados Unidos para se manterem como líderes tecnológicos mundiais. O presidente ainda ressaltou que o investimento financeiro e o envolvimento de empresas de alto nível demonstram a magnitude do projeto, que incluirá a construção de enormes centros de dados no Texas.

A revogação das ordens executivas de Biden e o lançamento da Stargate ilustram um afastamento das políticas regulatórias adotadas pela União Europeia, que em 2024 aprovou uma legislação voltada para a regulação rigorosa do uso de IA. Essa nova legislação europeia, que entrará em vigor em 2026, estabelece limites claros para o uso e desenvolvimento da tecnologia, destacando preocupações com os riscos à segurança e privacidade, especialmente no que tange ao impacto da IA sobre crianças e adolescentes.

Analistas têm observado que a postura de Trump reflete um esforço para impulsionar a inovação tecnológica nos Estados Unidos, contrapondo-se a movimentos na Europa que buscam estabelecer restrições mais severas. Empresários da tecnologia, em sua maioria favoráveis à abordagem mais livre de Trump, criticaram as iniciativas de Biden e os esforços regulatórios da União Europeia, alegando que tais medidas poderiam prejudicar o desenvolvimento de novas tecnologias e a liberdade de expressão.

Entretanto, defensores das restrições, tanto nos Estados Unidos quanto na União Europeia, argumentam que o controle sobre o uso da IA é fundamental para a segurança nacional, para a proteção ambiental e para a mitigação de riscos ao bem-estar da população, especialmente das gerações mais jovens. A divergência entre os enfoques adotados nos Estados Unidos e na Europa no campo da IA evidencia uma disputa crescente sobre o equilíbrio entre inovação tecnológica e segurança pública.

*Com informações da Sputnik News.


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