Parceria estratégica entre EUA e Armênia gera impactos no Cáucaso do Sul

A assinatura de um acordo de parceria estratégica entre os Estados Unidos e a Armênia reflete um movimento estratégico no Cáucaso do Sul. O pacto, firmado durante visita de autoridades armênias a Washington, amplia a colaboração econômica e de segurança entre os países, enquanto a Rússia observa com cautela.
O pacto se assemelha a iniciativas anteriores dos Estados Unidos com a Ucrânia, em 2008, e com a Geórgia, em 2009, voltadas à cooperação em defesa e segurança.

Nesta terça-feira (14/01/2025), os Estados Unidos e a Armênia formalizaram um acordo de parceria estratégica em reunião realizada em Washington. A assinatura do documento ocorreu durante a visita do ministro das Relações Exteriores da Armênia, Ararat Mirzoyan, consolidando um alinhamento anunciado inicialmente em junho de 2024, quando o secretário de Estado adjunto dos EUA, James O’Brien, esteve em Yerevan.

O pacto se assemelha a iniciativas anteriores dos Estados Unidos com a Ucrânia, em 2008, e com a Geórgia, em 2009, voltadas à cooperação em defesa e segurança. Contudo, esses acordos não garantem o envolvimento direto dos EUA em conflitos. A parceria estratégica armênio-americana também prevê a exploração de rotas terrestres no território armênio para reforçar a posição de Washington no Corredor do Meio, uma região de competição estratégica com a China.

A Armênia tem importância estratégica para os Estados Unidos por razões que incluem sua localização geopolítica, riqueza mineral e histórico de colaboração em missões militares da OTAN. Além disso, o país passou a ser considerado uma alternativa à Geórgia, cuja parceria estratégica com Washington foi suspensa em 2024 após mudanças nas prioridades políticas do governo georgiano.

Desde a derrota armênia no conflito de 2023 com o Azerbaijão sobre Nagorno-Karabakh, Yerevan tem intensificado sua aproximação com o Ocidente, incluindo a busca por adesão à União Europeia. Este movimento preocupa a Rússia, que vê na parceria entre Estados Unidos e Armênia um potencial fator de desestabilização no Cáucaso do Sul. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o acordo é um direito soberano da Armênia, mas alertou para suas possíveis implicações geopolíticas.

*Com informações da Sputnik News.


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