A elevação da taxa básica de juros (Selic) para 13,25% ao ano, anunciada pelo Banco Central nesta quarta-feira (29/01/2025), foi criticada por sindicatos e entidades empresariais. A medida gerou reações de organizações que apontam impactos na geração de emprego, na renda da população e nos investimentos no setor produtivo.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que a decisão contraria expectativas de mudanças na política monetária e destacou os efeitos negativos sobre o consumo e a atividade econômica. Em nota, a entidade questionou a justificativa para a elevação da Selic e criticou setores que defendem sucessivos aumentos da taxa de juros.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou o aumento da taxa Selic como injustificado. A entidade afirmou que a política monetária brasileira mantém um histórico de juros elevados, sem considerar os efeitos da taxa de câmbio na inflação. A CNI também alertou para a desaceleração da atividade econômica e apontou impactos no Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2024.
A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) declarou que a decisão compromete o desenvolvimento sustentável de setores estratégicos. A entidade destacou a queda da produção industrial e a restrição aos investimentos, indicando que a alta dos juros pode intensificar a desaceleração do setor produtivo.
A Força Sindical também repudiou o aumento da taxa Selic, argumentando que a medida prejudica a classe trabalhadora. A entidade alertou para os efeitos da política econômica sobre o emprego e a renda, afirmando que o custo do crédito elevado desestimula o consumo e reduz as perspectivas de crescimento.
As críticas reforçam a preocupação com os impactos da política monetária sobre o mercado de trabalho e os investimentos. As entidades argumentam que a elevação da Selic impõe desafios ao desenvolvimento econômico e limita as condições para a retomada do crescimento.










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