O Banco do Brasil anunciou, na noite de quarta-feira (19/02/2025), que obteve lucro líquido ajustado de R$ 37,9 bilhões em 2024, superando o desempenho do ano anterior em 6,6%. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 9,6 bilhões, marcando uma alta de 1,5% em relação ao mesmo período de 2023. A margem financeira bruta foi o principal fator para o crescimento do lucro, com aumento de 11,2%, seguido por uma expansão de 4,9% nas receitas de serviços. As despesas administrativas cresceram 4,4%, abaixo da inflação do período.
A carteira de crédito ampliada do banco encerrou o ano de 2024 com R$ 1,3 trilhão, representando uma alta de 15,3% em comparação a 2023. A maior parte desse crescimento foi impulsionada pelas operações de crédito com pessoas físicas e jurídicas, além de um desempenho notável no agronegócio. A carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 7,3%, somando R$ 336 bilhões, com destaque para o crédito consignado, que teve uma expansão de 9,8%. Já a carteira de crédito para empresas somou R$ 461,1 bilhões, com alta de 18%.
O banco também alcançou um novo marco com a carteira de crédito do agronegócio, que totalizou R$ 397,7 bilhões, superando o recorde de 2023, com crescimento de 2,9% no último trimestre e 11,9% no ano. O BB se manteve líder no segmento de crédito agrícola, representando um dos pilares de sua carteira ampliada.
Além disso, o banco teve um bom desempenho no segmento de negócios sustentáveis, com empréstimos a projetos de impacto social e ambiental, que totalizaram R$ 386,7 bilhões, um aumento de 12,7% em relação a 2023, correspondendo a 30% do total de crédito.
No entanto, o aumento da inadimplência foi um fator a ser observado. O índice de inadimplência superior a 90 dias alcançou 3,32% em dezembro de 2024, uma alta em relação aos 2,92% de dezembro de 2023. O agronegócio foi o setor mais impactado, devido a desastres climáticos ocorridos durante o ano. Isso resultou em um aumento de 16,9% nas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa.
As receitas de prestação de serviços cresceram 4,9% em 2024, totalizando R$ 35,5 bilhões. Os segmentos que mais contribuíram para esse aumento foram consórcios (+17,4%), mercado de capitais (+16,7%), administração de fundos (+11,6%) e seguros, previdência e capitalização (+10,4%). As despesas administrativas totalizaram R$ 37 bilhões, com alta de 4,4%, dentro da previsão de aumento entre 5% e 7%.
Para 2025, o banco projeta lucro líquido ajustado entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, com expansão de 5,5% a 9,5% na carteira de crédito. As receitas com prestação de serviços devem variar entre R$ 34,5 bilhões e R$ 36,5 bilhões, enquanto as despesas administrativas deverão ficar entre R$ 38,5 bilhões e R$ 40 bilhões.
*Com informações da Agência Brasil.











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