Carlos Malta e Pife Muderno lançam álbum ‘Edu Pife’ em tributo a Edu Lobo

O grupo Carlos Malta e Pife Muderno apresentaram, em 11 de fevereiro de 2025, o álbum “EDU PIFE”, um tributo ao compositor, multi-instrumentista e arranjador Edu Lobo. O projeto destaca 13 canções (em 12 faixas) da obra do homenageado, combinando música popular brasileira, bossa nova, jazz e influências da cultura nordestina. A produção do álbum ficou a cargo de Carlos Malta, que assinou os arranjos e a direção musical.

Na concepção do repertório, Carlos Malta mergulhou na discografia de Edu Lobo, desde o primeiro compacto lançado em 1962, quando o compositor tinha 19 anos. O processo criativo ocorreu no estúdio da Biscoito Fino, onde Malta, acompanhado pelo Pife Muderno, explorou a essência da música de Edu Lobo, destacando sua brasilidade e sofisticação harmônica.

Além de celebrar o legado de Edu Lobo, o álbum marca os 30 anos do Pife Muderno, grupo fundado por Carlos Malta em 1994, no Rio de Janeiro. Com uma formação minimalista e ousada, a banda conta com dois flautistas e quatro percussionistas, mesclando ritmos tradicionais com influências contemporâneas. O disco conta ainda com participações especiais de Hermeto Pascoal, que contribui com voz no copo, percussão corporal e escaleta em “Vento Bravo”, e Jacques Morelenbaum, que acrescenta violoncelo em “Repente”. O próprio Edu Lobo também participa, fazendo um dueto vocal com Matu Miranda nas faixas “Zanzibar”, “Casa Forte” e “Água Verde”.

A afinidade musical entre Edu Lobo e Carlos Malta é um dos pontos centrais do projeto. Malta, que se aprofundou na música de Edu desde jovem, estudou flauta tocando os discos do compositor. Entre as principais influências do álbum, destacam-se os discos “Cantiga de Longe”, “Missa Breve”, “Limite das Águas” e “O Grande Circo Místico”.

O Pife Muderno, conhecido por sua abordagem inovadora, traz uma sonoridade que equilibra tradição e experimentação. A instrumentação do grupo combina sopros e percussões para criar timbres únicos e dinâmicos. A formação conta com Andrea Ernest Dias, que toca flautas e pífanos, formando dupla com Carlos Malta, que também assume o saxofone soprano e triângulo. A seção rítmica inclui Marcos Suzano (pandeiro e cuíca), Bernardo Aguiar (pandeiros e sementes), Durval Pereira (zabumba, reco-reco e pandeiro) e Fofo Black (caixa, pratos e berimbau), este último estreando no grupo e trazendo influências do Maranhão.

Com um repertório que resgata a obra de Edu Lobo sob uma nova ótica, “EDU PIFE” reforça a relevância do Pife Muderno na cena instrumental brasileira e amplia o diálogo entre diferentes vertentes da música nacional. O álbum estará disponível nas principais plataformas digitais a partir de 11 de fevereiro.

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