O retorno das atividades no Congresso Nacional, na semana passada, intensificou o debate sobre a condução política do governo federal. Auxiliares dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmam que há dificuldades em encontrar consenso com o Palácio do Planalto. A reforma ministerial, prometida pelo governo, segue sem avanços concretos, o que tem gerado impasses e insatisfação entre parlamentares.
Entre as principais pautas discutidas no Legislativo, está a PEC da Segurança, proposta que visa endurecer medidas no setor, mas enfrenta entraves na negociação com o governo. Outro tema em debate é a possibilidade de redução do tempo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa. Embora não haja consenso, o presidente do Senado demonstrou reservas, argumentando que a mudança beneficiaria um grupo específico em período pré-eleitoral.
No campo governista, aliados do PT reconhecem as dificuldades de articulação política.
“O diálogo com a oposição não vem sendo fácil, e há mudanças que precisam ser feitas”, afirmou um membro da base, referindo-se à necessidade de ajustes na equipe ministerial.
Apesar disso, setores do governo avaliam que a economia apresenta resultados positivos, embora os reflexos ainda não sejam sentidos no cotidiano da população.
A oposição, por sua vez, reforça as críticas. Um parlamentar do centrão apontou a alta nos preços de itens básicos, como o café, como um reflexo do descompasso entre o discurso do governo e a realidade do consumidor.
“O governo prega atenção aos mais pobres, mas o custo de vida segue elevado”, afirmou.
Nos bastidores, lideranças do centrão avaliam que o cenário político de 2026 pode demandar uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro. Para esses congressistas, caso o modelo presidencialista seja mantido, uma candidatura de centro capaz de dialogar com diferentes espectros políticos pode ganhar força nas próximas eleições.
*Com informações da Sputnik News.











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