A economia brasileira registrou crescimento de 3,5% em 2024, conforme estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV). O dado foi divulgado nesta segunda-feira (17/02/2025) pelo Monitor do PIB, estudo que antecipa o desempenho da atividade econômica do país. Apesar do avanço, o indicador aponta sinais de desaceleração em relação ao ano anterior, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,2%. O desempenho positivo foi impulsionado pelos setores industrial e de serviços, enquanto a agropecuária registrou retração de 2,5%.
Desempenho trimestral e setorial
O Monitor do PIB revelou que, em dezembro de 2024, a economia teve crescimento de 0,3% em relação a novembro. No quarto trimestre, a alta foi de 0,4% na comparação com o terceiro trimestre, abaixo dos percentuais registrados nos trimestres anteriores (1,4% e 0,8%). Essa desaceleração indica uma redução no ritmo de expansão econômica.
Entre os setores analisados, a indústria e os serviços apresentaram crescimento expressivo, enquanto a agropecuária, que havia impulsionado a economia em 2023, sofreu retração. O consumo das famílias avançou 5,2%, impulsionado pela estabilidade do mercado de trabalho e pelo aumento da massa salarial. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede investimentos, teve alta de 7,6%, refletindo maior aquisição de máquinas e equipamentos. As exportações cresceram 3,7%, enquanto as importações aumentaram 14,3%, impactando negativamente o saldo comercial.
Indicadores econômicos e desafios para 2025
O PIB brasileiro alcançou R$ 11,655 trilhões, o maior da série histórica. O PIB per capita atingiu R$ 56.796, também um recorde. No entanto, a produtividade da economia caiu 0,3% em relação a 2023, mantendo-se 3,3% abaixo do pico registrado em 2013. A taxa de investimentos fechou o ano em 17,2%, superando os 16,4% de 2023.
Para 2025, economistas alertam para desafios internos e externos. No cenário doméstico, a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,25% ao ano, continua elevada, restringindo investimentos. O Comitê de Política Monetária (Copom) já indicou possível aumento de um ponto percentual em março, diante da inflação acumulada de 4,56% em 12 meses até janeiro, acima da meta do governo.
No cenário externo, o Brasil pode enfrentar impactos da guerra tarifária comercial promovida pelos Estados Unidos. O governo norte-americano anunciou tarifas sobre produtos estrangeiros, incluindo aço, alumínio e etanol, medidas que podem comprometer as exportações brasileiras.
Resultados preliminares e divulgação oficial
O Monitor do PIB é um dos indicadores que antecipam o comportamento da economia. Outro levantamento, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), apontou crescimento de 3,8% em 2024. O dado oficial do PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado em 7 de março.
*Com informações da Agência Brasil.








Deixe um comentário