Expiração de medidas provisórias de 2024 e seus desdobramentos no Congresso Nacional

Cinco medidas provisórias editadas em 2024 perderam sua validade, conforme divulgado no Diário Oficial da União. Embora os prazos tenham expirado, os temas abordados nas MPs foram analisados pelo Congresso e, em alguns casos, convertidos em projetos de lei. As MPs que perderam vigência tratavam de questões relacionadas à mobilidade, isenção fiscal e apoio emergencial ao Rio Grande do Sul.
A expiração das medidas provisórias de 2024 resultou em sua conversão em projetos de lei no Congresso Nacional, com o objetivo de garantir a continuidade de seus conteúdos.

Na última semana, expiraram cinco medidas provisórias editadas pelo governo federal em 2024. A perda de validade das MPs foi formalizada no Diário Oficial da União de 12 e 13 de dezembro e representa o fim dos prazos de aplicação dos textos, que tiveram seus conteúdos analisados pelo Senado e pela Câmara dos Deputados na forma de projetos de lei. As medidas envolviam temas como o Programa Mover, isenção do Imposto de Renda para atletas olímpicos e paraolímpicos, e auxílios emergenciais para o Rio Grande do Sul, afetado por desastres climáticos.

A Medida Provisória 1.249/2024, que instituiu alterações no Programa Mover, perdeu validade em 2 de dezembro, mas foi substituída pelo Projeto de Lei 914/2024, aprovado e sancionado em 28 de junho, transformando-se na Lei 14.902/2024. O objetivo da medida era permitir a importação direta de autopeças não produzidas no Brasil, algo que também foi abordado no novo texto legislativo.

Por sua vez, a MP 1.251/2024, que tratava da isenção do Imposto de Renda sobre prêmios pagos a atletas olímpicos ou paralímpicos, expirou em 5 de dezembro. A medida, que foi retroativa a 24 de julho, data de início dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, não foi aprovada, mas inspirou a criação de três projetos de lei que tratam de temas semelhantes, ainda em tramitação no Senado. Entre os projetos, destaca-se o PL 3.047/2024, que visa a isenção do Imposto de Renda para medalhistas olímpicos brasileiros.

No que diz respeito ao Rio Grande do Sul, três MPs, destinadas a atender as necessidades emergenciais do estado após desastres climáticos, também perderam validade no mês de dezembro. A MP 1.247/2024, que beneficiava produtores rurais do estado com condições facilitadas para renegociar créditos, expirou em 27 de novembro. Já a MP 1.250/2024, que destinava recursos para as famílias desalojadas ou desabrigadas, perdeu a vigência em 4 de dezembro, e a MP 1.252/2024, que destinava crédito extraordinário para diferentes áreas, expirou em 10 de dezembro.

Apesar da perda de validade das MPs, todas as suas propostas foram tratadas no Congresso, e várias delas já resultaram em leis ou continuam em tramitação. O Congresso Nacional, por meio de diversas ações legislativas, também aprovou medidas de apoio ao Rio Grande do Sul, incluindo o reconhecimento do estado de calamidade pública e alterações nas regras do orçamento para facilitar a destinação de recursos às áreas afetadas.

*Com informações da Agência Senado.


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