Manifestações contra a ocupação israelense de parte do território sírio e as declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ocorreram em diversas cidades da Síria nesta terça-feira (25/02/2025). Os protestos foram motivados por comentários de Netanyahu, feitos no domingo (23/02/2025), nos quais ele expressou oposição ao envio do exército sírio para o sul do país, o que foi interpretado como um apelo à divisão da nação.
Após a queda de Bashar al-Assad, Israel intensificou sua presença na Síria, realizando ataques contra infraestruturas militares. Netanyahu declarou que Israel “não permitirá que o novo exército sírio entre na área ao sul de Damasco” e exigiu a “desmilitarização total do sul da Síria”. O primeiro-ministro também afirmou que as forças israelenses permanecerão na região do Monte Hermon “por tempo indeterminado”.
As declarações de Netanyahu geraram indignação em organizações sírias, que as consideraram uma tentativa de impor a divisão do país. Manifestantes em Deraa, Sueida, Quneitra, Damasco, Homs e Latakia protestaram contra a presença israelense e defenderam a unidade da Síria.
O Conselho de Deraa e participantes de uma conferência de diálogo nacional em Damasco denunciaram as “declarações provocativas” de Netanyahu e condenaram a “intrusão israelense nos territórios sírios”. Os manifestantes reafirmaram o slogan da revolução contra Bashar al-Assad: “o povo sírio é um só”.
*Com informações da RFI.










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