Nove países criam Grupo de Haia para apoiar a Palestina e contestar ações de Israel

Nove países estabeleceram o Grupo de Haia com o objetivo de apoiar a Palestina e reforçar seu direito à independência, além de se comprometerem a enfrentar ações de Israel. A formalização do grupo ocorreu em 31 de janeiro, durante uma reunião em Haia, Países Baixos. A criação foi anunciada por meio de uma declaração conjunta assinada pelos representantes diplomáticos dos países envolvidos.
Reunião em Haia marca a criação do Grupo de Haia, que reúne países em apoio à Palestina e em confronto com ações de Israel.

Em 31 de janeiro de 2025, nove países firmaram a criação do Grupo de Haia, uma coalizão internacional que se dedica a apoiar a Palestina em sua busca por independência e a contestar a ocupação israelense no território palestino. A reunião para a formalização do grupo aconteceu em Haia, Países Baixos, e reuniu representantes dos governos do Estado Plurinacional da Bolívia, Belize, República de Cuba, República da Colômbia, República de Honduras, Malásia, República da Namíbia, República do Senegal e República da África do Sul.

Na ocasião, os países envolvidos emitiram uma Declaração Conjunta, reafirmando seu compromisso com os direitos e a justiça internacionais, além de anunciar uma série de medidas em apoio à Palestina. A declaração especifica o apoio das nações às decisões do Tribunal Penal Internacional (TPI), especialmente no que diz respeito ao cumprimento dos mandados de prisão emitidos contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra cometidos na Faixa de Gaza. O TPI, que não conta com o reconhecimento de países como Estados Unidos, China, Rússia e Índia, emitiu os mandados de prisão em novembro de 2024.

O Grupo de Haia também expressou seu compromisso em combater a ocupação israelense, destacando ações específicas a serem tomadas para impedir o fornecimento de armas a Israel. Uma das medidas propostas inclui a proibição de navios em portos dos países do grupo caso haja risco de que esses navios sejam utilizados para o transporte de combustível militar ou armas a Israel.

Na declaração conjunta, os países apelaram para que mais nações se unam ao grupo em defesa de uma ordem internacional baseada no direito internacional e na justiça. Eles reforçaram que esses princípios são fundamentais para a coexistência pacífica entre os Estados e para a promoção de uma solução justa para o conflito israelense-palestino. Além disso, o grupo pediu a implementação de políticas globais voltadas para o fim da ocupação israelense do Estado da Palestina.

A criação do Grupo de Haia reflete o crescente isolamento de Israel em algumas esferas internacionais, particularmente no que diz respeito às suas ações em Gaza. A coalizão de países busca pressionar a comunidade internacional a adotar uma postura mais assertiva contra a ocupação e a favor da autodeterminação da Palestina.

*Com informações da Sputnik News.


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