A iniciação científica na rede estadual da Bahia tem alcançado resultados expressivos, refletindo os investimentos da Secretaria da Educação do Estado (SEC) em infraestrutura e equipamentos modernos. Um exemplo desse avanço é o projeto “A Agricultura Sustentável da Comunidade Quilombola da Lapinha”, desenvolvido por estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã, que conquistou o primeiro lugar na Premiação de Projetos da Rede – ANPG/Sudene. O reconhecimento ocorreu durante a 14ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), evento que incluiu uma maratona científica e tecnológica dedicada a soluções inovadoras para o Nordeste.
A pesquisa, que também foi apresentada na 12ª Feira de Empreendedorismo, Ciência e Inovação da Bahia (Feciba) e selecionada para a Etapa Estadual do Encontro Estudantil da Rede Estadual, em dezembro de 2024, teve como foco as práticas agrícolas sustentáveis da Comunidade Quilombola da Lapinha. As estudantes realizaram visitas à comunidade, documentaram as técnicas utilizadas pelos agricultores e destacaram a relevância da sustentabilidade para a segurança alimentar e preservação cultural.
“Queremos que as pessoas conheçam a riqueza da cultura quilombola e percebam como o cultivo dos alimentos influencia o nosso cotidiano e o meio ambiente”, afirmou Maria Clara Barros Guedes, de 17 anos, uma das autoras do projeto.
A iniciativa teve origem no Edital Makota Valdina, promovido pela SEC, em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), com o objetivo de valorizar as culturas africana, afro-brasileira e indígena. Além disso, o projeto se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), fortalecendo a conexão entre ciência, cultura e práticas sustentáveis. Sob a orientação da professora Poliana Cardoso, a equipe formada por cinco estudantes conduziu pesquisas de campo e entrevistas com os agricultores, consolidando um estudo que evidencia a importância do conhecimento tradicional aliado às inovações tecnológicas.
Para Maria Clara, a experiência com a iniciação científica foi um marco na sua trajetória acadêmica.
“O projeto me proporcionou grandes aprendizados sobre a cultura local e as técnicas agrícolas sustentáveis. A iniciação científica nas escolas é essencial, pois nos ensina desde cedo a estruturar pesquisas e a apresentar projetos, facilitando nosso ingresso na universidade. Nunca imaginei que ganharia esse prêmio na Bienal da UNE. Foi uma experiência incrível que levarei para a vida”, destacou a estudante.
O reconhecimento obtido pelo projeto reforça a importância dos investimentos da Educação da Bahia na pesquisa e no desenvolvimento estudantil. Com a ampliação das políticas de iniciação científica, mais estudantes têm a oportunidade de transformar suas ideias em soluções inovadoras, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a valorização das comunidades tradicionais.











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