SMS de Feira de Santana confirma 21 casos de coqueluche nos últimos três meses

O município de Feira de Santana confirmou 21 casos de coqueluche entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025. A doença, que compromete o aparelho respiratório, é altamente contagiosa e pode ser prevenida por vacinação. O exame para detecção é realizado no Centro de Saúde Especializada (CSE), de segunda-feira a sábado. Autoridades sanitárias reforçam a necessidade do diagnóstico precoce e da imunização para evitar complicações e conter a disseminação.
Diagnóstico precoce e vacinação são fundamentais para conter a transmissão da coqueluche.

Entre novembro de 2024 e as duas primeiras semanas de fevereiro de 2025, Feira de Santana registrou 21 casos confirmados de coqueluche, segundo a Vigilância Epidemiológica municipal. A coqueluche é uma infecção altamente contagiosa que compromete o aparelho respiratório e pode levar a complicações graves, principalmente em crianças menores de um ano, grupo em que a doença pode ser fatal.

A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva expelidas ao tossir, espirrar ou falar, sendo possível que uma pessoa contaminada transmita a doença para até 17 indivíduos. Os principais sintomas incluem tosse seca persistente por 14 dias ou mais, crises de tosse prolongada, guincho respiratório, febre, coriza e vômitos pós-tosse. Em bebês, os sinais podem surgir após 10 dias de infecção, o que reforça a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento imediato.

Diagnóstico e tratamento

O exame para detecção da coqueluche é realizado no Centro de Saúde Especializada (CSE), de segunda-feira a sábado, das 8h às 11h30, por meio da coleta de material da nasofaringe, posteriormente encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). O resultado fica pronto em aproximadamente cinco dias, mas o tratamento com antibióticos é iniciado logo após a notificação, a fim de interromper a cadeia de transmissão nos ambientes frequentados pelo paciente.

A enfermeira referência da Vigilância Epidemiológica, Tâmara Souza, reforça que a detecção precoce e a vacinação são as principais estratégias para conter a propagação da doença. A imunização deve ser administrada em bebês aos dois, quatro e seis meses de vida, por meio da vacina pentavalente, com reforço aos 15 meses com a DTP e um segundo reforço entre quatro e seis anos. Gestantes também devem ser vacinadas com a DTPa, protegendo o bebê nos primeiros meses de vida.

Alerta e medidas preventivas

A Vigilância Epidemiológica recomenda que pessoas com sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, coriza, tosse persistente e mal-estar, procurem uma unidade de saúde para avaliação. Caso haja suspeita de coqueluche, o paciente será notificado e encaminhado para o CSE para realização do exame laboratorial.

A rápida identificação dos casos e o início imediato do tratamento são essenciais para evitar surtos. Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação em dia e da adoção de medidas de prevenção, como a higienização das mãos, etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar e o afastamento de pessoas sintomáticas de ambientes escolares e de trabalho.


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