De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego no Brasil atingiu 6,2% no último trimestre de 2024, representando uma pequena queda em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o índice estava em 7,4%. Em comparação ao terceiro trimestre de 2024, o número se manteve estável, apresentando uma leve redução de 0,2 pontos percentuais, uma variação considerada estatisticamente insignificante.
Este resultado representa a continuidade de um processo de queda no índice de desocupação, refletindo um panorama de recuperação do mercado de trabalho. O dado anual, que ficou em 6,6%, também representa o menor patamar desde o início da série histórica da Pnad, em 2012. Antes disso, o menor índice de desemprego registrado havia sido 7% em 2014, o que demonstra uma recuperação significativa no nível de emprego ao longo dos últimos anos.
No último trimestre de 2024, o número de pessoas desocupadas no Brasil permaneceu estável, com 6,8 milhões de indivíduos sem ocupação, o mesmo número registrado no trimestre anterior. No entanto, em relação ao mesmo período de 2023, houve uma redução de 15,6%, o que representa uma queda de 1,3 milhão de pessoas no contingente de desocupados.
Por outro lado, o número de pessoas ocupadas no país cresceu. A população ocupada atingiu 103,8 milhões de pessoas no final de 2024, marcando um aumento de 0,8% em comparação ao trimestre anterior e de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso indica um aumento de 789 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e de 2,8 milhões no comparativo anual, refletindo um aumento na atividade econômica e na absorção de mão de obra no país.
Além disso, o rendimento real habitual do trabalhador também apresentou crescimento no último trimestre de 2024. O valor médio alcançou R$ 3.315, marcando um aumento de 1,4% em relação ao trimestre anterior e de 4,3% em comparação ao último trimestre de 2023. Com isso, a massa de rendimento real habitual alcançou um valor recorde de R$ 339,5 bilhões, apresentando um aumento de 2,3% (R$ 7,5 bilhões a mais) em relação ao trimestre anterior e de 7,4% (R$ 23,3 bilhões a mais) na comparação anual.










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