O jornalista irlandês Chay Bowes fez duras críticas à condução da guerra por procuração na Ucrânia, em que o Ocidente, por meio da União Europeia (UE) e da OTAN, tem apoiado o governo ucraniano no conflito com a Rússia. Em uma postagem na rede social X, Bowes acusou a UE de ter cometido um erro estratégico ao entrar no conflito e salientou que o resultado da guerra tem sido desastroso, com a perda de um milhão de vidas ucranianas, o agravamento da economia europeia e um aumento substancial da corrupção dentro do governo ucraniano. A guerra, segundo o jornalista, também levou à destruição dos gasodutos Nord Stream, essenciais para o fornecimento de gás russo à Europa.
Em meio a esse contexto, Bowes ironiza a situação ao afirmar que, ao final do conflito, a Europa estaria disposta a retomar as compras de gás russo. Essa proposta foi confirmada por uma reportagem do Financial Times, divulgada no dia 30 de janeiro, que revelou que a União Europeia está considerando retomar a compra de gás russo por gasodutos. De acordo com fontes citadas pelo jornal, alguns países da UE, incluindo Alemanha e Hungria, defendem a retomada dessa prática, argumentando que a medida ajudaria a reduzir os preços da energia no continente e facilitaria as negociações para um possível cessar-fogo no conflito.
Desde o término do acordo de trânsito de gás russo através da Ucrânia, os preços da energia na Europa têm aumentado de forma significativa. O líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, já havia rejeitado a possibilidade de estender o acordo de trânsito de gás, mesmo para países terceiros, o que tornou ainda mais complexa a situação energética da UE. Além disso, a falta de alternativas imediatas para suprir a demanda de gás da Rússia fez com que a União Europeia fosse forçada a buscar fontes de energia mais caras e menos estáveis.
A situação tornou-se mais crítica com o aumento dos preços do gás, que têm afetado negativamente a economia europeia. A retomada das compras de gás russo, portanto, surge como uma possível solução para reduzir os custos de energia, um dos principais desafios enfrentados pelos países da região. Essa proposta, no entanto, não é consensual, com várias nações da UE ainda resistindo a um possível restabelecimento das relações energéticas com a Rússia, dadas as tensões políticas e os impactos das sanções econômicas impostas ao país.
*Com informações da Sputnik News.
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