O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (10/03/2025) que sua principal meta será reduzir o tempo de espera para atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a cerimônia de posse, realizada no Palácio do Planalto, Padilha ressaltou que pretende reformular a remuneração de serviços médicos para garantir atendimento mais ágil e fortalecer as políticas de diagnóstico e tratamento, especialmente para pacientes com câncer.
Propostas para eedução da fila no SUS
Padilha destacou que não há “solução mágica” para um problema que se agravou com a pandemia e o período anterior. Entre as iniciativas citadas, o ministro mencionou a criação de um novo modelo de remuneração para médicos e hospitais, garantindo pagamentos mais vantajosos para serviços realizados no prazo adequado.
Além disso, reforçou que uma das prioridades será a redução do tempo de espera para diagnóstico e tratamento de câncer, bem como a ampliação do acesso a especialistas em diversas áreas da saúde.
Campanha Nacional de Vacinação
Outro ponto abordado foi a necessidade de impulsionar um movimento nacional pela vacinação, buscando retomar altos índices de imunização no país. O ministro afirmou que pretende mobilizar profissionais de saúde, entidades e a sociedade civil para ampliar a adesão às campanhas de vacinação e combater o negacionismo científico.
“Queremos chamar de volta todos aqueles que se mobilizaram durante a pandemia para defender a vida das crianças, dos idosos e das famílias por meio da vacinação”, declarou Padilha.
Mudanças no Ministério da Saúde
Padilha assume o cargo no lugar de Nísia Trindade, que esteve à frente do Ministério da Saúde desde janeiro de 2023. No mesmo evento, a deputada Gleisi Hoffmann tomou posse como ministra da Secretaria de Relações Institucionais, pasta anteriormente ocupada por Padilha.
O novo titular da Saúde é médico infectologista pela Universidade de São Paulo (USP), PhD em saúde pública pela Unicamp e professor universitário. Já atuou como ministro nas gestões de Lula (2009-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014), comandando as pastas de Relações Institucionais e Saúde, respectivamente.
Discurso de despedida de Nísia Trindade
Em sua despedida do cargo, Nísia Trindade destacou os desafios enfrentados durante sua gestão e a necessidade de reconstrução do Ministério da Saúde. Ressaltou avanços como a retomada do programa Mais Médicos, a ampliação do Farmácia Popular e a recuperação da cobertura vacinal.
Nísia também mencionou que enfrentou ataques e resistência por ser a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra da Saúde e a presidência da Fiocruz.
“Durante os 25 meses em que fui ministra, uma campanha sistemática e misógina buscou desvalorizar meu trabalho, minha capacidade e minha idoneidade”, afirmou.
Gleisi Hoffmann destaca isenção do IR como prioridade na agenda política
Na segunda-feira (10/03/2025), a nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI), Gleisi Hoffmann, afirmou que a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil será uma das prioridades da articulação política do governo no Congresso Nacional. A declaração ocorreu durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto, em Brasília.
Durante o discurso, a ministra enfatizou a necessidade de aprovar a medida como parte da agenda legislativa do governo em 2025. Segundo ela, a isenção do Imposto de Renda é uma questão de equilíbrio fiscal para trabalhadores assalariados que hoje enfrentam uma carga tributária elevada.
“Uma professora que ganha R$ 5 mil paga 27,5% de Imposto de Renda, enquanto cerca de 150 mil pessoas, que ganham muito, pagam menos de 10% de imposto. Essa medida vai ajudar milhões de brasileiros e brasileiras”, afirmou Gleisi Hoffmann.
A ministra destacou que a articulação política será fundamental para garantir o avanço das pautas econômicas do governo no Congresso. Durante o evento, ela citou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçando a disposição de colaborar com as propostas econômicas da gestão federal.
Mudança no comando da articulação política
Gleisi Hoffmann assume o cargo no lugar de Alexandre Padilha, que foi deslocado para o Ministério da Saúde. A SRI é responsável pelo relacionamento do governo com o Congresso Nacional, além de articular políticas com estados e municípios.
A ministra afirmou que seu trabalho será baseado na construção de uma base política estável para o governo, facilitando a tramitação de projetos considerados prioritários pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, a interlocução com parlamentares será essencial para viabilizar a execução do orçamento de 2025 e consolidar avanços nas áreas tributária e econômica.
A posse contou com a presença de diversas autoridades, incluindo os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de líderes partidários e representantes da sociedade civil.
Trajetória política
Gleisi Hoffmann nasceu em Curitiba, Paraná, em 6 de setembro de 1965. É formada em Direito, com especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira. Iniciou sua atuação política no movimento estudantil e ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT) em 1989.
Ocupou cargos na administração pública, incluindo a Diretoria Financeira de Itaipu Binacional (2002-2006) e a Secretaria de Gestão Pública da Prefeitura de Londrina. Foi eleita senadora pelo Paraná em 2010 e, no governo Dilma Rousseff, exerceu o cargo de ministra-chefe da Casa Civil (2011-2014).
Em 2017, assumiu a presidência nacional do PT e, no ano seguinte, foi eleita deputada federal pelo Paraná. Reelegeu-se em 2022 e permaneceu no comando do partido até ser nomeada ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.
*Com informações da Agência Brasil.
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