Bahia supera média nacional na frequência escolar de 4 a 17 anos, aponta IBGE

Dados do Censo Demográfico 2022 indicam avanços na educação do estado.
Dados do Censo Demográfico 2022 indicam avanços na educação do estado.

A Bahia registrou frequência escolar acima da média nacional entre crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, conforme dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (26/02/2025). O resultado reflete investimentos estaduais em programas de permanência estudantil e parcerias municipais.

Frequência escolar acima da média nacional

Em 2022, 87,7% das crianças de 4 a 5 anos na Bahia frequentavam a escola, superando a média nacional de 86,7%. No grupo de 6 a 14 anos, a taxa de matrícula no estado atingiu 98,4%, contra 98,3% no Brasil. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, a Bahia registrou 85,8% de frequência escolar, acima dos 85,3% da média nacional.

Comparado ao ano 2000, os números indicam avanço. Há 24 anos, apenas 55% das crianças de 4 a 5 anos estavam na escola. O resultado é atribuído a programas estaduais voltados para transporte, alimentação e infraestrutura escolar.

Programas estaduais e impacto na permanência escolar

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) credita os resultados a iniciativas como Bolsa Presença e Mais Estudo. Em 2024, o Bolsa Presença recebeu R$ 600,5 milhões para atender 429 mil famílias e 485 mil estudantes da rede estadual. As famílias cadastradas no CadÚnico recebem R$ 150 por mês, mais R$ 50 adicionais por estudante, a partir do segundo filho matriculado. Para 2025, o investimento projetado é de R$ 693,6 milhões.

O Mais Estudo, que oferece bolsa de R$ 150 para estudantes tutores, beneficiou 46 mil alunos em 2024, com repasse de R$ 60,7 milhões. O plano para 2025 prevê a participação de 52 mil estudantes, com investimento estimado em R$ 70,2 milhões.

Níveis de instrução e ensino superior

Entre 2000 e 2022, a proporção de baianos com ensino básico completo aumentou de 17,9% para 43,2%. No ensino superior, o percentual de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram a graduação quadruplicou, passando de 3,1% para 12%.

O Mais Futuro, criado em 2015, é um dos programas voltados para universitários de baixa renda matriculados na UNEB, UEFS, UESC e UESB. O benefício inclui auxílio para transporte e alimentação, além de ajuda para moradia em cidades a mais de 100 km de distância da residência do estudante. Desde sua criação, o governo estadual investiu R$ 307,9 milhões na iniciativa.


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