Na quinta-feira (20/03/2025), o Kremlin criticou os “planos de militarização da Europa” enquanto líderes da União Europeia realizavam reuniões extraordinárias em Londres e Bruxelas para discutir o rearmamento do bloco e o apoio à Ucrânia no contexto da guerra com a Rússia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os sinais vindos de Bruxelas e das capitais europeias indicam planos para militarizar o continente, o que, segundo ele, transforma a Europa em parte do conflito.
Enquanto isso, em Londres, líderes militares de cerca de 30 países que apoiam a Ucrânia se reuniram para discutir a fase operacional do plano de manutenção da paz no caso de um cessar-fogo. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, estão trabalhando para formar uma “coalizão dos dispostos” a contribuir com esse plano. O foco é fornecer apoio logístico e técnico, além de hospedar pessoal em seu território, para apoiar uma possível força de manutenção da paz.
O plano foi impulsionado após negociações diretas entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, sem a presença da Ucrânia e dos líderes europeus. Essas negociações visam buscar uma resolução para a guerra, que já dura mais de três anos. Durante esse processo, Starmer e Macron discutiram a possibilidade de enviar tropas para a Ucrânia como parte da força de paz, com um número significativo de países aparentemente dispostos a fazer o mesmo.
No entanto, Vladimir Putin rejeitou a ideia de presença de tropas estrangeiras em solo ucraniano e condicionou qualquer cessar-fogo à suspensão da ajuda militar ocidental à Ucrânia. O Kremlin também afirmou que garantias de segurança seriam necessárias para assegurar que Putin não viole um possível cessar-fogo.
Ao mesmo tempo, em Bruxelas, os líderes da União Europeia discutiram a questão ucraniana e a defesa europeia diante da ameaça russa. A questão financeira também esteve em pauta, com a UE debatendo a possibilidade de endividamento conjunto para financiar a defesa, assim como foi feito durante a pandemia de Covid-19. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, já havia proposto a mobilização de € 800 bilhões para o setor de defesa, mas alguns membros, como França, Itália e Bélgica, enfrentam dificuldades devido aos altos níveis de endividamento.
*Com informações da RFI.










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