Na segunda-feira (17/03/2025), a Organização das Nações Unidas (ONU) expressou profunda preocupação com a situação no Iêmen e a instabilidade no Mar Vermelho, após recentes ataques dos Estados Unidos em áreas sob controle dos rebeldes houthis. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o risco de o país ficar preso em um “ciclo de retaliações”, com potencial para agravar as tensões regionais e a já crítica situação humanitária.
Os houthis, grupo apoiado pelo Irã envolvido em uma guerra civil prolongada no Iêmen, intensificaram suas ações desde o final de 2023, realizando ataques deliberados a navios cargueiros e outras embarcações no Mar Vermelho, uma rota marítima de importância crucial para o comércio global. Segundo relatos dos houthis, a recente ofensiva norte-americana resultou na morte de pelo menos 53 pessoas, incluindo crianças. Estima-se que os rebeldes já tenham atacado mais de 100 embarcações.
Diante deste cenário, António Guterres apelou ao respeito ao direito internacional e à Resolução 2768 do Conselho de Segurança, que exige o fim imediato dos ataques contra embarcações comerciais. O secretário-geral solicitou “máxima contenção e interrupção de todas as atividades militares”, enfatizando que qualquer escalada adicional pode intensificar as tensões em toda a região.
A ONU manifestou apreensão com a possibilidade de “ciclos de retaliação” desestabilizarem ainda mais o Iêmen e representarem sérios riscos à situação humanitária, já classificada como “terrível”. A organização reafirmou seu compromisso em cooperar para uma redução abrangente da tensão no Iêmen, mantendo diálogo com as partes envolvidas no conflito, bem como com atores regionais e internacionais. O objetivo primordial da ONU é alcançar uma resolução pacífica e sustentável para o conflito e garantir um futuro melhor para a população iemenita.
*Com informações da ONU News.










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