Na obra O que não disse Jesus, o escritor e jurista baiano Joseval Carneiro apresenta uma leitura crítica do Sermão da Montanha, focando na bem-aventurança dedicada aos aflitos. Para ele, a dor é instrumento de depuração moral e reconciliação espiritual, e não punição.
Joseval Carneiro resgata a afirmação evangélica “Bem-aventurados os aflitos” como um convite à compreensão da dor humana sob o prisma da justiça divina. De acordo com sua análise, a aflição não deve ser vista como castigo, mas como meio legítimo de evolução da alma.
Para o autor, a vítima, ao sofrer sem revolta, cumpre processo de expiação e reconciliação com a própria consciência, enquanto o algoz, ao ferir, assume débito moral a ser resgatado.
A crítica central é à leitura literal e punitiva dos textos evangélicos. Joseval propõe que a resignação perante as aflições fortalece o espírito e promove uma mudança interior que aproxima o homem da paz almejada, não como um prêmio futuro, mas como uma realidade possível no presente.










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