Dados do setor agrícola indicaram que quatro países da África Ocidental concentram aproximadamente 65% da produção mundial de cacau, insumo essencial na fabricação do chocolate. A recente crise no setor, iniciada em 2023, evidenciou os riscos associados à concentração produtiva e afetou os preços internacionais do produto final.
Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões são os principais países produtores. A dependência do mercado global em relação a essas nações torna os preços do chocolate sensíveis a eventos climáticos e fitossanitários que comprometam a colheita local. A crise de 2023 foi desencadeada por condições climáticas adversas e doenças nas lavouras, o que resultou na queda da oferta e na elevação dos preços, especialmente no primeiro semestre de 2024.
Impactos econômicos e previsões para a safra 2024/2025
Durante o período de crise, houve aumento significativo no custo do chocolate em escala internacional, com reflexos no varejo, sobretudo em datas sazonais como a Páscoa. O cenário gerou instabilidade nas cadeias de suprimentos e levou ao reexame de estratégias comerciais por parte das indústrias alimentícias.
Apesar das dificuldades enfrentadas, projeções para a safra 2024/2025 apontam para um possível excedente na produção de cacau. A estimativa de recuperação vem sendo atribuída a melhores condições climáticas previstas para os próximos meses e ao aprimoramento de técnicas de manejo agrícola nas regiões produtoras.
Riscos estruturais e necessidade de diversificação
Especialistas do setor agrícola e do comércio internacional alertam que a crise destacou a vulnerabilidade estrutural da cadeia global de cacau. A concentração de quase dois terços da produção em uma única região do planeta amplia os riscos logísticos e econômicos diante de qualquer interrupção local.
Para mitigar esses riscos, tem sido discutida a necessidade de diversificar as regiões produtoras, incentivando o cultivo de cacau em áreas com potencial agrícola ainda não explorado em escala global. Países da América Latina e do Sudeste Asiático têm sido mencionados como alternativas viáveis para ampliar a oferta e reduzir a dependência da África Ocidental.
*Com informações da Sputnik News.
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