O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil apresenta condições mais favoráveis do que outros países da América Latina para enfrentar os impactos das novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos, sob a gestão do ex-presidente Donald Trump. A declaração foi feita durante o 11º Brazil Investment Forum, promovido pelo Bradesco BBI, na capital paulista.
De acordo com o ministro, o Brasil conta com reservas cambiais elevadas, superávit comercial e taxa de juros elevada, o que proporciona ao país maior resiliência diante da atual conjuntura internacional. Segundo ele, “os graus de liberdade que as autoridades econômicas têm no Brasil não são comuns”.
Haddad destacou que os efeitos das medidas norte-americanas tendem a gerar instabilidade global, referindo-se ao pacote tarifário como um “movimento brusco”. Ainda assim, avaliou que o Brasil pode sair em vantagem relativa, ao observar que produtos nacionais podem chegar aos Estados Unidos com preços mais competitivos, em comparação com bens de outros países atingidos pelas tarifas.
Apesar disso, o ministro alertou que o Brasil não está imune aos efeitos da nova guerra comercial, principalmente em razão da dependência das exportações brasileiras ao mercado chinês, maior parceiro comercial do país.
Haddad defendeu cautela nas decisões de política externa e econômica, observando que o momento exige análise criteriosa e atuação diplomática.
“A pior coisa que o Brasil pode fazer nesse momento é sair a campo sem a prudência diplomática que nós sempre tivemos”, afirmou.
Ele também avaliou que o cenário global passa por uma transformação que pode alterar a dinâmica do comércio internacional.
“A sociedade vai ter que pensar como se portar diante desse fato disruptivo. Mas não é o momento de anunciar medidas”, concluiu.
*Com informações da Agência Brasil.








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