Entregadores de aplicativos realizam paralisação nacional por reajuste de tarifas e melhores condições

Mobilização ocorre em diversas cidades e inclui protesto em São Paulo com destino à sede do iFood.
Mobilização ocorre em diversas cidades e inclui protesto em São Paulo com destino à sede do iFood.

Entregadores de aplicativos iniciaram nesta segunda-feira (31/03/2025) uma paralisação nacional para reivindicar reajustes nas tarifas e melhores condições de trabalho. O movimento, denominado “Breque dos Apps”, ocorre em diversas cidades do país e inclui um protesto em São Paulo, com deslocamento da Praça Charles Miller, no Pacaembu, até a sede do iFood, em Osasco.

As principais reivindicações da categoria incluem: elevação da tarifa mínima para R$ 10 por entrega, aumento do valor por quilômetro rodado para R$ 2,50, limitação de distância para entregadores de bicicleta em 3 km e fim das rotas duplas, que obrigam os trabalhadores a realizar mais de uma entrega no mesmo percurso.

Condições de trabalho

O motoentregador Diego Cardoso Leite, participante da mobilização, afirmou que a principal demanda é a revisão das tarifas.

“A gasolina e outros custos sobem, mas as taxas continuam as mesmas”, declarou.

Trabalhando como entregador desde a pandemia, ele relatou que são necessárias jornadas superiores a 12 horas para garantir um rendimento viável. “Se trabalhar menos que 12 horas, não dá para cobrir os custos”, afirmou.

Diego também comparou os valores pagos pelas principais plataformas.

“A tarifa base é R$ 6,50, enquanto a Rappi paga R$ 7 e a Uber chega a pagar R$ 4,40 por entrega. Muitas vezes, é preciso percorrer 7 ou 8 km por valores considerados baixos pela categoria”, explicou.

Aderência ao movimento

Apesar da mobilização, há resistência entre alguns entregadores em aderir à paralisação.

“Se todos participassem, teria mais impacto, mas a maioria continua trabalhando”, observou Diego.

Ele também deixou um recado para os clientes que utilizam o serviço:

“Ser mais educado com o entregador. Às vezes, ficamos até 30 minutos esperando no prédio, o que prejudica o nosso tempo e o do cliente”, declarou.

Posicionamento das empresas

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como iFood, Uber e 99, declarou que respeita o direito de manifestação e que suas associadas mantêm canais de diálogo com os entregadores.

A entidade também afirmou que apoia a regulação do setor para garantir proteção social aos trabalhadores e segurança jurídica para as atividades.

Continuidade da paralisação

A paralisação está prevista para continuar até terça-feira (1º), com expectativa de ser a maior mobilização da categoria desde 2020. Os organizadores acreditam que a adesão pode aumentar ao longo do dia.

*Com informações da Sputnik News.


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