Jair Bolsonaro indica Tarcísio de Freitas e outras 14 testemunhas em ação penal sobre tentativa de golpe

Bolsonaro indicou 15 testemunhas, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e aliados políticos.
Bolsonaro indicou 15 testemunhas, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e aliados políticos.

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua defesa prévia na ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado no país. O documento, entregue nesta segunda-feira (28/04/2025), inclui a indicação de 15 testemunhas de defesa, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e nomes que integraram seu governo.

A manifestação da defesa foi enviada após a intimação formal do ex-presidente, realizada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro se recupera de uma cirurgia no intestino. A defesa afirma que a intimação ocorreu contra orientação médica, em desacordo com o artigo 244 do Código de Processo Civil (CPC).

Entre os nomes apresentados como testemunhas estão os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Ciro Nogueira (PP-PI) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), além do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), ex-ministro da Saúde. Também foram arrolados o general Gomes Freire, o brigadeiro Batista Júnior e o ex-diretor de tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino, que atuou no desenvolvimento do sistema de urnas eletrônicas.

A entrega da defesa ocorre no contexto da ação penal que tramita contra Bolsonaro e outros sete réus. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles são acusados de envolvimento em organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.

A acusação aponta que Bolsonaro tinha ciência de um plano identificado como “Punhal Verde Amarelo”, que, segundo a PGR, previa ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Além disso, a denúncia sustenta que o ex-presidente também conhecia a chamada “minuta do golpe”, que previa um decreto presidencial para invalidar as eleições e instaurar um governo de exceção.

A defesa do ex-presidente afirma que a citação hospitalar foi irregular e não consta como exceção nos autos. A certidão lavrada pelo oficial de Justiça, segundo os advogados, não registra a objeção médica no momento da notificação.

As intimações aos réus do núcleo 1 do processo — conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, datada de 11 de abril — ocorreram entre os dias 11 e 15 daquele mês. No caso de Bolsonaro, a intimação foi postergada em razão de seu quadro clínico. No entanto, após o ex-presidente realizar uma transmissão ao vivo da UTI em 22 de abril, o STF determinou o envio de um oficial ao hospital para efetivar a intimação no dia seguinte.

*Com informações da Agência Brasil.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.