Nesta terça-feira (07/05/2025), comunidades quilombolas dos municípios de Caém e Umburanas, no território do Piemonte da Diamantina, passaram a operar unidades agroindustriais destinadas ao processamento da mandioca e cozinhas comunitárias, com apoio do Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), executora do projeto Pró-Semiárido. As iniciativas visam estruturar cadeias produtivas locais e ampliar a geração de renda nas comunidades tradicionais.
As ações contemplaram os quilombos Várzea Queimada (Caém) e Volta da Serra (Umburanas), que receberam equipamentos e infraestrutura para modernizar o beneficiamento da mandioca e derivados. As unidades possuem espaços específicos para recebimento da matéria-prima, fecularia, estufa, tratamento de resíduos, tanques de manipueira, além de áreas de armazenamento. As cozinhas comunitárias foram estruturadas com ambientes de higienização, preparo, embalagem, estoque e copa.
Segundo a coordenação local do projeto Pró-Semiárido, as ações têm contribuído para a diversificação da produção, inclusão socioprodutiva de mulheres e fortalecimento da mandiocultura na região, ampliando o uso da raiz para além da extração da farinha. Os resíduos, como a manipueira, passaram a ser tratados e aproveitados, promovendo maior eficiência no processo produtivo.
Grupos produtivos formados por mulheres lideram a produção nas cozinhas comunitárias com itens derivados da mandioca, como biscoitos, bolos, avoadores, beijus e pães. Os produtos são comercializados localmente e contribuem para a segurança alimentar e autonomia financeira das famílias envolvidas.
No quilombo Volta da Serra, lideranças relatam melhorias significativas nas condições de trabalho e no reconhecimento institucional da comunidade, que obteve certificação da Fundação Palmares após a implantação dos empreendimentos. A estruturação da cadeia da mandioca elevou a visibilidade local e ampliou as oportunidades de organização produtiva.
As atividades são parte das políticas públicas estaduais voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, com recorte para comunidades tradicionais e estratégias de convivência com o semiárido, considerando a utilização sustentável dos recursos disponíveis e a ampliação da inclusão econômica regional.
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