O Brasil registrou a criação de 654.000 empregos com carteira assinada no primeiro trimestre de 2025, conforme os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com base no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O saldo é fruto de 7,13 milhões de admissões e 6,48 milhões de desligamentos entre os meses de janeiro e março.
No acumulado dos últimos 12 meses, o país contabiliza 1,6 milhão de vagas formais. Desde janeiro de 2023, início da atual gestão presidencial, o número de empregos formais criados chega a 3,8 milhões. O levantamento do Ministério foi divulgado simultaneamente a dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicaram uma taxa de desemprego de 7% no primeiro trimestre, o menor índice desde o início da série histórica em 2012.
Em março de 2025, o país gerou 71.500 empregos formais, resultado da diferença entre 2,23 milhões de admissões e 2,16 milhões de desligamentos. Com isso, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada alcançou 47,857 milhões, o maior número já registrado.
Setores da economia
O crescimento na geração de empregos foi observado em quatro dos cinco setores econômicos. O setor de Serviços liderou com a criação de 362.800 postos de trabalho no trimestre. A Indústria teve saldo positivo de 153.800 empregos, com destaque para os segmentos de Abate e Fabricação de Produtos de Carne (+14.517), Abate de Aves (+6.505), Processamento Industrial do Fumo (+10.835) e Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (+9.539).
A Construção Civil somou 100.000 novas vagas no primeiro trimestre, enquanto o setor Agropecuário respondeu por 51.000 novos empregos. O Comércio foi o único setor com desempenho negativo no período, registrando 13.600 postos a menos.
No mês de março, Serviços geraram 52.400 empregos, a Construção Civil criou 21.900 e a Indústria, 13.100. Os setores de Comércio e Agropecuária tiveram saldos negativos no mês.
Estados com maior geração de empregos
No recorte por unidades da Federação, São Paulo liderou a geração de empregos formais em março, com 34.800 novos postos, seguido por Minas Gerais (18.100) e Santa Catarina (9.800). No acumulado do ano, São Paulo também encabeça a lista com 209.600 vagas criadas, seguido por Minas Gerais (75.800) e Rio Grande do Sul (66.400).
Resultados regionais
Em relação às regiões do país, quatro das cinco apresentaram saldos positivos em março. O Sudeste liderou com 48.000 postos criados, seguido pelas regiões Sul (24.500), Centro-Oeste (6.900) e Norte (5.100). O Nordeste teve saldo negativo, com 13.100 vagas a menos no mês.








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